Avanços na medicina reprodutiva utilizam inteligência artificial e testes genéticos para ajudar casais
Técnicas como congelamento de óvulos e testes genéticos de embriões buscam aumentar o sucesso de gestações para casais.
Por Redação Diário Local
A medicina reprodutiva tem avançado com o uso de novas tecnologias, como inteligência artificial (IA), testes genéticos e técnicas de congelamento, para auxiliar casais na realização do sonho de ter filhos.
Entre os recursos já aplicados em clínicas de reprodução humana está o Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGT). O exame identifica alterações cromossômicas nos embriões antes de serem transferidos para o útero, o que ajuda a selecionar as opções com maiores chances de sucesso, especialmente em casos de idade materna avançada ou histórico de abortos.
Outra tecnologia que desperta interesse é o uso de softwares de IA para auxiliar na seleção embrionária. O processo utiliza imagens de incubadoras chamadas de 'time-lapse', que acompanham o desenvolvimento dos embriões em tempo real. Contudo, especialistas ressaltam que ainda não há comprovação definitiva de que essa técnica faça diferença nos resultados em todos os casos de fertilização.
Quais são as novas tecnologias em estudo?
Além do PGT, diversas técnicas estão sendo incorporadas ou estudadas pelo setor. A vitrificação de óvulos e embriões permite o congelamento ultrarrápido para preservação futura. Já a maturação in vitro (IVM) foca na coleta de óvulos ainda imaturos para amadurecimento em laboratório, o que pode reduzir a necessidade de estimulação hormonal.
Existem também métodos como a criopreservação de tecido ovariano, usada para preservar a fertilidade antes de tratamentos como quimioterapia, e a bioimpressão 3D. Esta última é uma tecnologia experimental que busca desenvolver tecidos reprodutivos em laboratório, mas ainda depende de validação científica para garantir que os tecidos funcionem e recebam vasos sanguíneos no organismo.
Quando procurar ajuda médica?
Apesar dos avanços, médicos alertam que o tempo é um fator determinante para o sucesso do tratamento, devido à redução da quantidade e da qualidade dos óvulos com o passar dos anos. O processo de queda torna-se mais significativo entre os 35 e 37 anos.
As recomendações para buscar um especialista variam conforme a idade. Para mulheres com menos de 35 anos, a orientação é procurar avaliação após 12 meses de tentativas sem sucesso. Para aquelas com 35 anos ou mais, o prazo recomendado é de seis meses. Para mulheres acima dos 40 anos ou com condições que comprometem a fertilidade, como endometriose, a busca por ajuda deve ser imediata.
O planejamento reprodutivo precoce também é sugerido, incluindo a possibilidade de congelar óvulos em idades mais jovens para uso futuro, já que a fertilização in vitro não reverte o envelhecimento dos óvulos.
