Brigadeiro proteico pode ser tão calórico quanto o tradicional, alerta especialista
Presença de proteína não torna o doce saudável automaticamente; excesso de calorias e açúcar pode prejudicar a dieta.
Por Redação Diário Local
O brigadeiro proteico, popular entre quem busca manter o foco na dieta, pode ser tão calórico quanto a versão tradicional dependendo dos ingredientes e da quantidade consumida. O alerta é do nutricionista Matheus Maestralle, que esclarece que a presença de proteína não torna o doce automaticamente saudável.
Segundo o especialista, os benefícios da substituição do brigadeiro comum pela versão "fit" só são observados quando o consumo está integrado a uma alimentação equilibrada. O consumo ideal costuma variar entre 1 e 2 unidades pequenas, pesando entre 20 g e 40 g, de acordo com a composição da receita e o plano alimentar de cada pessoa.
Para quem busca o emagrecimento, a moderação é a prioridade. Já indivíduos focados no ganho de massa magra podem incluir porções maiores, desde que respeitem as metas calóricas e proteicas do dia. No entanto, o nutricionista não recomenda ultrapassar o limite de cinco ou seis unidades, pois o excesso pode alterar a glicemia e resultar em ganho de gordura.
Por que o brigadeiro proteico pode ser calórico?
Apesar da fama de aliado, o doce não deve ser tratado como um alimento de consumo livre. Se a sobremesa for preparada com ingredientes ricos em açúcar e gordura, ela manterá um alto valor calórico, mesmo com a adição de whey protein.
Maestralle aponta que erros comuns transformam uma boa estratégia em algo prejudicial, como o uso excessivo de whey protein, o emprego de grandes quantidades de leite condensado tradicional e o uso de coberturas calóricas, como chocolate e granulado convencional. Por outro lado, receitas com escolhas equilibradas podem favorecer o controle metabólico e glicêmico.
Qual o melhor horário para consumir?
Não há um período específico que seja mais favorável para o consumo. A versão proteica pode ser integrada tanto como sobremesa quanto como lanche. O nutricionista indica que comer o doce após uma refeição principal que contenha proteínas e fibras, como o almoço, ou após o treino, é uma opção adequada.
No caso do consumo pós-treino, o doce pode auxiliar na reposição proteica devido à maior demanda metabólica do período. Contudo, o excesso do nutriente traz riscos. Para indivíduos saudáveis, o cuidado principal deve ser o equilíbrio da dieta, já que o excesso de proteína pode contribuir para o ganho de peso e não deve ser encarado como uma "caloria livre".
Em pessoas que já possuem doenças renais pré-existentes, o acompanhamento de um profissional de saúde é indispensável para evitar complicações.
