Diário Local
Beleza

Como remover extensão de cílios em casa com segurança e sem danificar os fios naturais

Especialistas alertam que o uso de substâncias improvisadas ou força excessiva pode causar falhas nos cílios e lesões oculares.

Por Davy Albuquerque

A remoção de extensões de cílios em casa deve ser feita com cautela para evitar danos aos fios naturais e irritações na região dos olhos. Especialistas alertam que tentar arrancar as fibras ou utilizar objetos para puxá-las pode causar falhas permanentes nos cílios e ferimentos nas pálpebras.

A cola utilizada nos procedimentos profissionais é formulada para resistir à água, ao suor e à oleosidade por diversas semanas. Por esse motivo, ao puxar a fibra artificial antes que a fixação esteja enfraquecida, o fio natural pode ser arrancado junto com a extensão.

Além do risco de falhas nos cílios, a tração excessiva pode enfraquecer os fios remanescentes. Pequenas lesões na pele ao redor dos olhos também podem ocorrer, favorecendo o surgimento de irritações e inflamações na área sensível das pálpebras.

Quando a remoção caseira é indicada?

A retirada em casa costuma ser uma opção para quem não consegue retornar à profissional responsável ou deseja apenas acelerar a queda das últimas extensões. No entanto, não é recomendado tentar remover uma aplicação recém-feita, pois a cola apresenta alta aderência nos primeiros dias.

Em situações de dor, vermelhidão intensa, coceira persistente, secreção ou suspeita de reação alérgica, a orientação é interromper qualquer tentativa de remoção caseira. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediato ou uma profissional especializada.

Para auxiliar no processo, a limpeza adequada da região é essencial. O uso de um sabonete específico para cílios ou um limpador facial suave ajuda a evitar o acúmulo de resíduos e favorece o desprendimento natural dos fios.

O uso de óleos vegetais leves, como óleo de coco ou de oliva, também pode ajudar a enfraquecer a cola ao longo de alguns dias. A aplicação deve ser feita apenas sobre as extensões, evitando o contato direto com os olhos, e deve ser seguida de uma escovação delicada.

Passo a passo para uma retirada segura

O procedimento deve ser feito com calma para minimizar riscos. O primeiro passo é lavar bem as mãos e remover toda a maquiagem da região ocular. Em seguida, recomenda-se fazer uma compressa morna sobre as pálpebras fechadas por alguns minutos para amolecer resíduos.

Após a compressa, aplica-se uma pequena quantidade de óleo vegetal nas extensões utilizando um cotonete ou escovinha limpa, aguardando de 10 a 15 minutos. Deve-se utilizar uma escova para cílios para verificar se algo se soltou, retirando apenas o que se desprender sem resistência.

Caso a maioria das extensões permaneça presa, o processo deve ser repetido nos dias seguintes. É importante evitar o uso de pinças, unhas ou objetos pontiagudos, já que é difícil identificar se o cílio natural está preso à cola no momento da retirada.

Riscos de métodos improvisados

Diversos métodos caseiros circulam na internet, mas o uso de substâncias como acetona, álcool, removedor de esmalte ou solventes domésticos é extremamente perigoso. Esses itens podem provocar queimaduras químicas e lesões graves na superfície ocular.

Outros erros comuns incluem o uso de vapor muito quente por períodos prolongados, que pode causar queimaduras, e o hábito de esfregar os olhos com força usando algodão ou toalhas. O atrito excessivo favorece a quebra dos cílios naturais e a irritação da pele.

Embora existam removedores específicos no mercado, seu uso doméstico exige atenção rigorosa às instruções do fabricante. Muitos desses produtos não foram feitos para contato direto com os olhos e são indicados para uso exclusivo por profissionais treinados.

Após a remoção, é comum que os cílios pareçam menores ou mais ralos devido ao costume com o volume das fibras. Para preservar a saúde dos fios, recomenda-se manter uma rotina de limpeza suave e evitar o uso imediato de curvex ou produtos resistentes à água.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.