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Saúde

El Niño pode elevar casos de dengue e outros riscos à saúde, alerta a Opas

Fenômeno climático pode elevar surtos de dengue, malária e problemas respiratórios, além de impactar a saúde mental, segundo a Opas.

Por Davy Albuquerque

O fenômeno climático El Niño pode elevar o risco de surtos de dengue, malária e outras doenças, além de agravar problemas respiratórios e impactar a saúde mental da população. O alerta foi emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em análise sobre os possíveis efeitos do fenômeno durante o ciclo 2026-2027.

De acordo com a entidade, o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico altera o regime de chuvas e favorece a ocorrência de eventos extremos, como enchentes, secas, ondas de calor e incêndios florestais. Essas mudanças climáticas podem criar condições favoráveis para a propagação de doenças e aumentar a pressão sobre os sistemas de saúde nas Américas.

Quais os riscos para a saúde física?

A análise da Opas aponta que o fenômeno pode aumentar a incidência de doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika, chikungunya e malária. Além disso, há o risco de crescimento de enfermidades transmitidas pela água contaminada, como a cólera.

A qualidade do ar também é uma preocupação, já que a fumaça de queimadas pode agravar doenças respiratórias. Outro ponto destacado é o aumento de casos de estresse térmico durante as ondas de calor provocadas pelo fenômeno.

Eventos como enchentes e secas também podem prejudicar o funcionamento de serviços de saúde em áreas afetadas. A intensidade dos impactos dependerá das condições climáticas locais e da capacidade de resposta de cada sistema de saúde.

Saúde mental e desastres climáticos

A Opas também chama a atenção para os efeitos do clima sobre a saúde mental, um impacto considerado menos visível. Situações provocadas por desastres naturais, como enchentes e secas, podem elevar a necessidade de suporte psicossocial.

O sofrimento psicológico das populações atingidas pode ser intensificado por perdas materiais, deslocamentos de famílias, insegurança alimentar e interrupção de serviços básicos. Grupos em maior vulnerabilidade social costumam ser os mais afetados por esses processos.

Recomendações da organização

Para minimizar os impactos, a organização recomenda que os países fortaleçam a vigilância epidemiológica e integrem informações climáticas às estratégias de saúde pública. A ideia é adotar medidas preventivas antes que o fenômeno se intensifique.

Os governos também são orientados a reforçar a preparação dos serviços de saúde, garantir o acesso à água potável e ao saneamento, além de proteger grupos mais vulneráveis. A entidade ressalta a importância de ampliar a comunicação para orientar a população durante os eventos extremos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.