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Saúde

Antigo Hospital Maria Amélia Lins será instituto de oftalmologia do SUS em Belo Horizonte

Prédio do antigo Hospital Maria Amélia Lins receberá investimento de R$ 5 milhões e deve realizar 500 cirurgias mensais.

Por Redação Diário Local

O prédio onde funcionava o Hospital Maria Amélia Lins, em Belo Horizonte, será transformado em um instituto de oftalmologia voltado integralmente para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que os atendimentos comecem em dezembro de 2026.

A nova unidade será administrada pela Santa Casa BH e contará com capacidade para realizar 500 cirurgias oftalmológicas por mês. Para a estruturação do local, a instituição prevê investir quase R$ 5 milhões.

O acordo para a utilização do imóvel foi formalizado nesta terça-feira (1º), durante reunião entre representantes da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), da Santa Casa BH e das secretarias de Saúde de Minas Gerais e de Belo Horizonte. De acordo com a instituição, parte dos procedimentos de oftalmologia feitos hoje na Avenida Alfredo Balena será transferida para o novo instituto, o que deve ampliar a capacidade de atendimento.

O que muda com a nova unidade?

Além das cirurgias de olhos, o instituto possui planos de expansão de serviços. A partir de abril de 2027, a unidade deve passar a oferecer também a diálise peritoneal, um tratamento utilizado para substituir parte das funções dos rins e filtrar o sangue dentro do corpo.

A transformação do imóvel ocorre após o fechamento gradual do antigo Hospital Maria Amélia Lins, iniciado em dezembro de 2024, devido a problemas no bloco cirúrgico. Na ocasião, o fechamento gerou transferências de servidores e serviços para outras unidades da rede estadual, o que motivou disputas judiciais.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) chegou a obter uma decisão que determinava a reabertura do bloco cirúrgico e de 41 leitos, alegando que a redução dos serviços sobrecarregava o Hospital João XXIII. No entanto, a Justiça suspendeu a ordem de reabertura, mantendo o local fechado até o julgamento final.

Posicionamento do governo

O governo estadual defendeu que a transferência de serviços foi planejada para reorganizar a rede assistencial. O secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou nesta terça-feira (1º) que a mudança das cirurgias ortopédicas para o Hospital João XXIII não causou sobrecarga na unidade.

Segundo Baccheretti, a concentração de pacientes em um hospital que já possui tomógrafo, bloco cirúrgico e equipes especializadas ajudou a reduzir o tempo médio de internação e a aumentar a rotatividade de leitos. O governo considera que a criação do instituto de oftalmologia é a melhor destinação para o prédio.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.