Golpistas usam nomes do Minha Casa, Minha Vida e Desenrola para enganar vítimas, alerta setor bancário
Criminosos prometem prioridade em financiamentos e renegociação de dívidas para induzir pagamentos via PIX ou boletos falsos.
Por Redação Diário Local
Criminosos estão utilizando o nome de programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida e o Desenrola Brasil, para aplicar golpes financeiros e enganar a população por meio de falsas promessas de benefícios e renegociações de dívidas.
Os ataques utilizam manobras de engenharia social para induzir pagamentos indevidos, geralmente por meio de transferências via PIX ou boletos falsos. A estratégia consiste em oferecer condições facilitadas para atrair vítimas em situação de vulnerabilidade financeira.
O avanço tecnológico tem facilitado o uso dessas técnicas, que se tornaram cada vez mais personalizadas e sofisticadas. Segundo a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), o objetivo dos criminosos é atingir não apenas o sistema financeiro, mas a esperança de pessoas que buscam limpar o nome ou melhorar de vida.
Como funcionam os golpes
No caso do programa Minha Casa, Minha Vida, os golpistas costumam prometer prioridade na fila de seleção ou aprovação garantida de financiamentos. Para receber tais vantagens, a vítima é instruída a realizar pagamentos antecipados para liberar o benefício.
A tática no Desenrola Brasil segue uma lógica semelhante. Criminosos criam sites e aplicativos falsos que imitam visualmente as plataformas oficiais do governo para oferecer condições atrativas de renegociação.
Ao acreditar que está quitando ou reduzindo um débito real, o cidadão realiza o pagamento, mas o dinheiro é direcionado diretamente para as contas dos golpistas. A ABBC alerta que qualquer pedido de pagamento antecipado para liberar benefícios deve ser tratado como um sinal de alerta.
Sinais de alerta para evitar fraudes
Para identificar possíveis tentativas de golpe, a ABBC orienta que o cidadão desconfie de mensagens que tentam criar um senso de urgência artificial. Termos como “último dia” ou avisos de que o “benefício será cancelado hoje” são comumente usados para pressionar a vítima.
Outro ponto de atenção é o contato de supostos atendentes por aplicativos de mensagens. Esses perfis costumam oferecer vantagens ou prometer agilidade em processos de forma não oficial.
A recomendação é não clicar em links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail antes de verificar rigorosamente a origem da mensagem. O usuário deve conferir se o endereço eletrônico acessado pertence realmente aos canais oficiais da administração pública.
Para acessar serviços do governo com segurança, o cidadão deve procurar diretamente os meios oficiais, como o portal gov.br. Em casos que exijam atendimento presencial, é necessário buscar os locais indicados pelos próprios programas.
Um exemplo de local de apoio legítimo é o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), que deve ser procurado quando o programa assim orientar funcionários e beneficiários.
Caso a pessoa perceba que foi vítima de uma fraude, as orientações são de agir rapidamente. É fundamental comunicar o ocorrido imediatamente à instituição financeira utilizada para tentar bloquear o valor.
Além do contato com o banco, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência para formalizar a denúncia e resguardar seus direitos diante das autoridades competentes.
