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Tecnologia

Engenheiros fazem rondas em data centers de inteligência artificial para evitar falhas e superaquecimento

Profissionais monitoram equipamentos e sistemas de refrigeração em instalações gigantescas que sustentam a expansão da inteligência artificial.

Por Redação Diário Local

O setor de data centers, essencial para sustentar a expansão da inteligência artificial (IA), tem gerado um aumento expressivo na demanda por mão de obra especializada e salários acima da média. Profissionais de engenharia, sistemas elétricos e refrigeração são intensamente procurados para operar instalações gigantescas, que exigem monitoramento ininterrupto para evitar falhas de conectividade e superaquecimento.

O interesse por essas oportunidades cresceu de forma acelerada nos últimos dois anos. Segundo dados do site de recrutamento Indeed, o volume de buscas por vagas em data centers chegou a ser oito vezes maior em agosto de 2025 do que no início de 2022.

A valorização financeira também acompanha o ritmo da tecnologia. Pesquisas do Indeed apontam que trabalhadores horistas responsáveis por manutenção e instalação em data centers recebem, em média, salários 42% superiores aos de funções semelhantes em outros setores.

Os valores para cargos de gestão e técnicos variam conforme a experiência. Um gerente de projetos no setor pode ganhar cerca de US$ 115 mil por ano (aproximadamente R$ 591 mil), enquanto profissionais iniciantes podem começar recebendo US$ 66 mil anuais (cerca de R$ 339 mil).

Para especialistas com maior tempo de atuação, a remuneração média pode ultrapassar a marca de US$ 120 mil por ano (cerca de R$ 617 mil). A alta procura exige formação específica em áreas como engenharia de redes e sistemas de refrigeração.

Como é a rotina de trabalho nas instalações?

A rotina técnica é marcada por monitoramento rigoroso e rondas constantes em áreas que podem chegar a 93 mil metros quadrados. Engenheiros realizam inspeções para identificar sinais de superaquecimento em equipamentos, verificar rachaduras em tubos e testar transformadores de energia ou lâmpadas defeituosas.

A infraestrutura é complexa e envolve a gestão de sistemas de circulação de ar sobre pisos elevados, desenvolvidos para resfriar os servidores. Devido à extensão de alguns corredores, técnicos chegam a utilizar patinetes para deslocamento rápido entre as áreas de operação.

Em casos de eventos climáticos extremos, as unidades contam com estruturas de apoio, como camas e chuveiros, para que os funcionários possam permanecer no local e garantir que o processamento de dados não seja interrompido.

As equipes de trabalho são multidisciplinares. Além de engenheiros, o quadro de funcionários inclui seguranças, profissionais de logística de suprimentos, técnicos de cabos e especialistas em segurança para garantir a continuidade dos serviços.

Quais os desafios do setor?

A principal meta das operadoras é a máxima disponibilidade do sistema. Algumas empresas buscam elevar o índice de operação de 99,999% para 99,9999%, o que reduziria o tempo de interrupção anual de seis minutos para apenas 30 segundos.

Atualmente, existem cerca de 2.700 instalações de data centers em operação nos Estados Unidos. O crescimento é contínuo, com quase 400 novas unidades em construção e outras 1.500 em fase de planejamento, conforme dados da Data Center Map.

Além da expansão física, o setor enfrenta desafios de aceitação pública. Em algumas regiões, como em Atlanta, projetos de construção enfrentam resistência de moradores e disputas sobre o uso do solo próximo a áreas de transporte.

O crescimento acelerado também gera um déficit de profissionais qualificados. O setor tem buscado parcerias com instituições de ensino para criar programas de capacitação que unam formação técnica, disciplina de segurança e experiência prática diante da velocidade de expansão da IA.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.