Aposentados enfrentam dificuldades para reconstruir casa após temporal em Ribeirão Preto
Casal de idosos teve o imóvel danificado por queda de árvore em julho e relata dificuldades financeiras para concluir o conserto do teto.
Por Redação Diário Local
Um casal de aposentados luta para reconstruir a casa no Jardim Jóquei Clube, na Zona Norte de Ribeirão Preto (SP), após o imóvel ter sido parcialmente destruído por uma árvore durante um temporal. Claudete da Silva e José Valter Pereira, ambos de 71 anos, enfrentam dificuldades financeiras para concluir os reparos, principalmente no telhado da residência.
O imóvel foi atingido no dia 24 de julho (quarta-feira) por um vendaval que registrou ventos de até 160 km/h. A queda da árvore causou rachaduras e abriu parte do teto, tornando a casa inabitável. Devido à gravidade dos danos, os moradores precisaram chegar a dormir em um carro para conseguir abrigo.
Um pedreiro chegou a iniciar o serviço de reforma, mas os moradores relatam que o orçamento da aposentadoria é insuficiente para dar continuidade à obra. José Valter afirmou que a situação tem gerado estresse e problemas de saúde, como agravamento de questões cardíicas.
Além do problema estrutural na casa, os residentes reclamaram da demora na remoção de galhos e troncos de árvores que permaneciam na via pública desde o evento climático. Os moradores afirmaram que aguardam o serviço de limpeza da prefeitura há semanas.
Procurada, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que o trabalho de limpeza na rua da residência já foi iniciado. A previsão é que o serviço de remoção dos detritos seja finalizado até esta sexta-feira (14).
O temporal ocorrido em julho causou estragos severos em Ribeirão Preto e em outras cidades da região, como Guariba, Taquaritinga, Pradópolis, Barrinha e Dumont. Segundo informações de um ofício municipal, o evento deixou 1,8 mil pessoas desalojadas e 12 desabrigadas, além de destruir a unidade de assistência social Centro Pop.
Em Ribeirão Preto, o impacto do vendaval incluiu a queda de aproximadamente 1,3 mil árvores e a interdição de avenidas importantes, como a Nove de Julho, Dom Pedro e Francisco Junqueira. O registro de danos também incluiu a morte de um homem de 75 anos, atingido pelo desabamento de um galpão.
Para auxiliar as cidades atingidas, os governos estadual e federal confirmaram apoio financeiro para a reconstrução. Uma das medidas implementadas foi a liberação do saque calamidade do FGTS para as famílias que perderam moradia ou sofreram danos em seus bens.
