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Economia

Bradesco BBI prevê cenário desafiador para varejo no segundo trimestre de 2026

Banco projeta crescimento de vendas abaixo da inflação para o setor de consumo doméstico e destaca Smart Fit e C&A como apostas.

Por Davy Albuquerque

O Bradesco BBI projeta resultados neutros ou fracos para as empresas de varejo e consumo doméstico no segundo trimestre de 2026. De acordo com o banco, o crescimento das vendas nas mesmas lojas (SSS) deve ficar abaixo da inflação ou apresentar retração na comparação anual.

O cenário é atribuído a um ambiente de consumo desafiador, o que pressiona as perspectivas do setor. Para os analistas do banco, esse contexto torna as empresas mais sensíveis a possíveis surpresas positivas nos balanços.

Quais são as apostas do banco?

Diante do panorama, o Bradesco BBI reiterou a preferência por companhias que combinem maior visibilidade de resultados e avaliações atrativas. A Smart Fit e a C&A foram destacadas como as principais apostas entre as selecionadas.

Para a C&A, o banco mantém recomendação de compra (outperform) com preço-alvo de R$ 15. A expectativa é de que o crescimento das vendas no segmento de vestuário seja de 4%, com margem bruta consolidada em alta devido à participação desse setor.

A Riachuelo também recebeu recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 13 e potencial de valorização estimado em 60%. O banco projeta que ganhos de produtividade e melhorias em logística e fábrica sustentem o desempenho da varejista.

Desempenho de outras varejistas

Outros nomes do setor devem enfrentar resultados mais deprimidos. O Assaí deve registrar queda nas vendas nas mesmas lojas devido ao cenário macroeconômico, embora o banco mantenha recomendação de compra com preço-alvo de R$ 11 para o fim de 2027.

O Grupo Mateus também deve apresentar um trimestre desafiador, com deterioração nas vendas devido ao fraco consumo, especialmente na região Nordeste. Mesmo assim, o banco estima um potencial de alta de 56% para as ações.

Já a Magazine Luiza deve apresentar resultados fracos, com a receita bruta praticamente estável. O desempenho das lojas físicas deve ser compensado pelo cenário competitivo no canal online. Para a empresa, o banco manteve recomendação neutra e reduziu o preço-alvo para R$ 6.

Na Alpargatas e na Azzas 2154, o banco mantém recomendações neutra e de compra, respectivamente. A Azzas deve enfrentar pressões nas vendas de calçados, bolsas e produtos básicos, enquanto a Alpargatas deve ter o EBITDA impactado por investimentos em marketing durante a Copa do Mundo.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.