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Energia

CNPE aprova manutenção de regras para botijões de gás e reforça fiscalização do Gás do Povo

Resolução do CNPE mantém exigência de marca em relevo nos vasilhames e amplia controle sobre o programa Gás do Povo.

Por Redação Diário Local

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta sexta-feira (6), uma resolução que mantém a obrigatoriedade de que botijões de gás de cozinha (GLP) de até 13 quilos sejam vendidos com carga completa, lacrados, com selo de inviolabilidade e com a marca da distribuidora gravada em alto-relevo.

A decisão do CNPE preserva os padrões atuais de comercialização e ocorre após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) discutir, ao longo deste ano, uma reforma no mercado de GLP. A proposta de reforma previa a retirada da exigência da marca em relevo e a liberação do enchimento de vasilhames de outras marcas, eliminando a exclusividade de envase das distribuidoras.

O Ministério de Minas e Energia (MME) havia enviado um ofício à ANP criticando a proposta de reforma, alegando riscos à segurança do consumidor e abertura para fraudes, o que levou a diretoria da agência a suspender o processo em 12 de junho.

O que muda no programa Gás do Povo?

A norma aprovada também estabelece diretrizes para ampliar a fiscalização sobre as distribuidoras e as revendas que atuam no Gás do Povo, programa federal que distribui recargas gratuitas de gás a famílias de baixa renda. A ANP, o MME, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e os operadores do programa deverão estruturar mecanismos de controle conjuntos.

Esses mecanismos servirão para verificar o cumprimento de compromissos pelas distribuidoras, acompanhar as revendas credenciadas e monitorar indícios de sobrepreço, desvio de finalidade ou descumprimento de regras. Os dados apurados deverão ser compartilhados com órgãos de defesa do consumidor.

As revendas credenciadas no programa passam a ter normas próprias de atendimento, que incluem a proibição de discriminação contra beneficiários, a obrigação de fornecer informações claras e a colaboração na identificação de fraudes ou atuação de organizações criminosas no mercado de gás.

Próximos passos da fiscalização

A resolução determina que as ações de fiscalização foquem em orientação, monitoramento e correção de desvios, sem prejuízo de sanções previstas em lei. Caberá à ANP a tarefa de regulamentar os meios técnicos para a aplicação das medidas.

O relatório anual apresentado pela agência ao CNPE deverá, a partir de agora, detalhar as ações realizadas de fiscalização do GLP dentro do âmbito do Gás do Povo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.