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Seguros

Susep oferece ferramenta para consultar seguros vinculados ao CPF de forma gratuita

Cidadão pode mapear apólices ativas e identificar cobranças indevidas por meio do portal Gov.br de forma gratuita e digital.

Por Redação Diário Local

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) disponibiliza uma ferramenta digital gratuita que permite ao cidadão mapear todas as apólices de seguros vinculadas ao seu CPF. O serviço, integrado ao portal Gov.br, é voltado para o controle de gastos, identificação de cobranças indevidas e conferência de coberturas ativas em seguradoras nacionais e com proteção no exterior.

O levantamento oferece autonomia para que o segurado acompanhe seus contratos e verifique se houve alguma contratação não autorizada. Segundo a autarquia federal, o acesso é estritamente pessoal, exigindo a validação de identidade para garantir a segurança das informações.

O serviço também funciona como apoio em situações de crise, como enchentes ou outros episódios de calamidade pública. Nesses casos, a ferramenta permite que os titulares localizem os dados de suas apólices para dar andamento a pedidos de indenização, mesmo que tenham perdido documentos físicos.

Como realizar a consulta?

Para acessar o sistema, o usuário precisa ter uma conta no portal Gov.br com nível de verificação prata ou ouro. O caminho deve ser feito pela seção de "Finanças, Impostos e Gestão Pública" do site do governo federal, selecionando a opção "Consultar Seguros".

Após realizar o login com CPF e senha, a plataforma exibe os contratos nos quais a pessoa consta formalmente como titular. O painel detalha o nome da seguradora, o número do documento, o período de vigência e um resumo das garantias contratadas.

O relatório apresenta exclusivamente a figura do segurado, que é a pessoa protegida pela apólice. Informações sobre beneficiários — pessoas indicadas para receber a indenização em caso de sinistro — não são exibidas para preservar a privacidade de terceiros.

É importante considerar o tempo de processamento das informações. Contratações realizadas nos últimos sete dias úteis podem ainda não constar na base de dados da Susep devido ao prazo de atualização do sistema.

Caso existam erros de digitação no nome, a correção deve ser solicitada diretamente à seguradora, já que a variação pode decorrer do repasse de cadastro feito pelas empresas. Se aparecer uma empresa desconhecida, o registro pode indicar um cosseguro, modelo em que instituições compartilham o risco do contrato.

O que não aparece no levantamento?

A base de dados da autarquia possui limitações e não lista todos os produtos de proteção existentes no mercado. As apólices de seguro-saúde e os planos de saúde não constam no sistema, pois a fiscalização desse setor é de responsabilidade da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Também ficam de fora da consulta os títulos de capitalização e os planos de previdência privada aberta. O levantamento não mostra produtos de seguro de pessoas com cobertura de risco estruturada em regime de repartição de capitais de cobertura (RCC) ou capitalização, como o VGBL.

Além disso, contratos que já foram vencidos não são listados. O sistema também não abrange apólices emitidas por empresas que operam em ambiente de sandbox regulatório, que são instituições em fase de testes e não possuem obrigatoriedade de envio de dados em tempo real.

Como resolver divergências ou erros?

Se o consumidor identificar a ausência de um seguro contratado ou detectar adesões não autorizadas, o primeiro passo deve ser o contato direto com a seguradora responsável. O atendimento pode ser feito pelo canal de cliente ou pela ouvidoria da própria empresa.

Caso a empresa não solucione o problema, o cidadão pode registrar uma queixa formal no portal Consumidor.gov.br para solicitar a correção dos dados. Este é o caminho para tentar resolver o impasse no ambiente administrativo.

Se o problema persistir, o consumidor deve acionar a Ouvidoria da Susep por meio do sistema FalaBR. Para este registro, é obrigatório anexar o protocolo do atendimento feito anteriormente na seguradora e a cópia da resposta fornecida pela instituição.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.