Criptomoeda Aave acumula alta de 25% no mês e atrai atenção de analistas com projeção de valorização
Token da plataforma de empréstimos DeFi registra desempenho superior ao Bitcoin e entra em carteiras recomendadas no Brasil.
Por Redação Diário Local
O token Aave registrou uma alta de cerca de 25% no acumulado do mês, desempenho que supera em 12 vezes a valorização do Bitcoin no mesmo período. O ativo, ligado a uma das principais plataformas de empréstimos em finanças descentralizadas (DeFi), tem despertado atenção de analistas após projeções de forte valorização para os próximos anos.
O mercado de DeFi, que consiste em aplicações financeiras que operam sobre blockchains para permitir serviços como empréstimos e troca de ativos sem intermediários, movimenta atualmente cerca de US$ 76 bilhões em valor total bloqueado (TVL), de acordo com dados da plataforma DeFiLlama. O Standard Chartered estima que esse montante pode atingir US$ 2,7 trilhões até 2030.
Por que a Aave tem atraído atenção?
O interesse pelo token Aave é impulsionado por estimativas de crescimento do setor. Segundo o Standard Chartered, o token, negociado nesta quarta-feira (22) em torno de US$ 96, poderia chegar a US$ 3.500 até o fim de 2030, o que representaria uma valorização de cerca de 3.550%.
O banco aponta que o avanço da tokenização — processo de transformar ativos tradicionais em registros na blockchain — e a expansão das stablecoins (moedas estáveis) são fatores que podem impulsionar esse crescimento. Além disso, o mercado de ativos do mundo real tokenizados (RWAs) já soma cerca de US$ 34 bilhões, segundo a plataforma RWA.xyz.
No Brasil, o ativo tem aparecido em carteiras recomendadas. O Mercado Bitcoin afirmou, em relatório divulgado no início deste mês, que a Aave demonstrou resiliência e reforçou sua posição de infraestrutura no setor. Já Marcelo Person, diretor de tesouraria e mercado cripto da Foxbit, pontuou que o protocolo representa a maturidade do mercado DeFi.
Quais são os riscos envolvidos?
Apesar das projeções otimistas, o setor de criptomoedas apresenta riscos consideráveis. O principal deles é o crescimento do mercado de DeFi ser inferior ao esperado. Há também a concorrência entre protocolos e a constante preocupação com ataques hackers e falhas de segurança.
Em abril deste ano, o protocolo Kelp DAO sofreu um ataque que gerou um prejuízo estimado em US$ 292 milhões. Embora a Aave não tenha envolvimento no caso, o episódio causou a retirada de cerca de US$ 6 bilhões em depósitos da plataforma, afetando a confiança no ecossistema.
Outros fatores de risco incluem a alta volatilidade, mudanças nas regulamentações e oscilações de liquidez. Por conta disso, analistas recomendam que investidores destinem apenas entre 1% e 5% do patrimônio para essa classe de ativos.
