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Economia

CSN busca R$ 15 bilhões para vender unidade completa de cimento

Companhia mudou estratégia e pretende vender a totalidade da operação para reduzir endividamento; espera propostas até o fim da semana.

Por Redação Diário Local

A CSN busca arrecadar pelo menos R$ 15 bilhões (US$ 2,9 bilhões) com a venda da totalidade de sua unidade de cimento. A companhia decidiu abandonar o plano anterior de manter uma participação minoritária no negócio e agora pretende alienar a operação completa.

A movimentação faz parte da estratégia da empresa para levantar capital e reduzir o seu nível de endividamento. O processo de negociação ocorre de forma privada e conta com o suporte do banco Morgan Stanley, que assessora a companhia no processo de venda.

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a CSN espera receber até quatro propostas. O cronograma prevê que as ofertas sejam entregues até o fim desta semana (07).

Entre os potenciais interessados no ativo estão a brasileira Votorantim Cimentos, uma cimenteira chinesa, a italiana Cementir Holding e a fabricante brasileira de concreto Polimix. Parte desses grupos ainda avalia se apresentará uma proposta individual ou se formará um consórcio para a aquisição.

Contexto das negociações

Embora o processo esteja em andamento, as fontes informam que não há garantias de que as partes interessadas apresentem ofertas vinculantes. Também não há certeza de que a CSN conseguirá alcançar a avaliação de mercado desejada pela companhia.

A J&F Investimentos, controlada pelos empresários Joesley e Wesley Batista, já havia manifestado interesse anteriormente. Na ocasião, o grupo apresentou uma oferta de R$ 10 bilhões pelo negócio, com o compromisso de assumir os passivos da unidade.

Apesar da proposta anterior, a J&F não faz parte do processo formal de concorrência que ocorre atualmente. No entanto, o grupo continua demonstrando interesse no ativo de cimento da CSN.

As empresas envolvidas nas negociações ainda não se manifestaram oficialmente sobre o andamento das tratativas. O processo segue sob sigilo, já que as negociações são tratadas como privadas pelos envolvidos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.