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Economia

Economia brasileira cresce 0,7% em maio com impulso de consumo e serviços, diz FGV

Atividade econômica avançou na comparação mensal, mas FGV aponta sinais de desaceleração na indústria e investimentos.

Por Davy Albuquerque

A atividade econômica brasileira cresceu 0,7% em maio na comparação com o mês de abril, segundo o Monitor do PIB, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (20).

O avanço foi sustentado principalmente pela agropecuária, pelo setor de serviços e pelo consumo das famílias. Na comparação com maio de 2025, o crescimento da economia foi de 1,2%.

No trimestre móvel encerrado em maio, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor acumulado do PIB nos primeiros cinco meses de 2026 é estimado em R$ 5,466 trilhões.

O que impulsionou o crescimento?

Pela ótica da oferta, a agropecuária e os serviços foram os setores que sustentaram a atividade em maio. A recuperação do setor agropecuário ocorre após uma sequência de retrações registradas nos meses anteriores.

Já pela ótica da demanda, o consumo das famílias manteve o papel de principal motor da economia. O indicador registrou alta de 3,3% no trimestre móvel encerrado em maio, atingindo o maior ritmo desde o final de 2024, impulsionado pelo consumo de bens duráveis e de serviços.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, avançou 2,0% no trimestre móvel, com destaque para os segmentos de tecnologia da informação e outros serviços. A taxa de investimento ficou em 18,6% do PIB em maio, a preços constantes.

Quais são os sinais de desaceleração?

Apesar dos números positivos, a FGV avalia que a composição do crescimento indica uma perda de ritmo. A coordenadora do Monitor do PIB, Juliana Trece, aponta que a indústria permaneceu praticamente estável e que os investimentos e as exportações perderam força na comparação mensal.

No comércio exterior, as exportações cresceram 4,3% no trimestre móvel encerrado em maio, o menor avanço observado desde meados de 2025, refletindo a desaceleração da indústria extrativa mineral. As importações, por sua vez, subiram 8,9%, a maior alta desde 2025, puxadas pelos serviços de telecomunicações e pela compra de automóveis.

A entidade destaca que a estabilidade da indústria e a desaceleração em componentes da demanda sugerem um ritmo de expansão mais moderado para os próximos meses, embora o consumo das famílias continue apresentando resiliência.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.