FGC tem R$ 1,8 bilhão em recursos para clientes do grupo Master
Valores do Fundo Garantidor de Créditos podem ser resgatados via aplicativo, mas montante não recebe correção monetária.
Por Davy Albuquerque
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda possui R$ 1,83 bilhão reservados para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que não solicitaram o reembolso. Segundo balanço divulgado na terça-feira (14), os valores podem ser resgatados por meio do aplicativo do fundo.
O FGC ressalta que o montante parado permanece sem correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, a demora para solicitar o pagamento resulta na perda do poder de compra do valor recebido.
Como solicitar o resgate?
Pessoas físicas podem pedir o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC, disponível para sistemas iOS e Android. O fundo orienta que os beneficiários mantenham as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento.
O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas o recurso segue disponível para milhares de pessoas. No caso dos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o que equivale a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados por mais de 718 mil credores.
Detalhamento por instituição
No banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, o que corresponde a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões para aproximadamente 135 mil beneficiários.
No Will Bank, o FGC já desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera de clientes, com mais de 276 mil beneficiários já tendo recebido os recursos.
O que o FGC protege?
O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada e sem fins lucrativos que protege clientes de instituições financeiras em casos de intervenção ou liquidação. A garantia cobre depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro. Existe um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.
A cobertura abrange produtos como conta-corrente, conta-poupança, CDB, RDB, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Câmbio (LC), Letras Hipotecárias (LH), Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD) e operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.
Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não possuem proteção do fundo.
