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Transporte

Caminhoneiros iniciam paralisação para pressionar votação de MP do Piso do Frete no Senado

Mobilização visa forçar o Senado a votar a Medida Provisória do Piso do Frete antes que a norma perca a validade no dia 16 de julho

Por Redação Diário Local

Caminhoneiros iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (13) para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) do Piso do Frete. A mobilização busca garantir que a norma seja apreciada antes do dia 16 de julho, prazo limite para que a medida não perca a validade.

O anúncio da paralisação foi feito pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automores (Abrava), Wallace Landim. A orientação dada aos motoristas é que evitem viagens a partir da meia-noite desta segunda-feira, com o objetivo de monitorar a agenda de votação do Senado até terça-feira (14).

A Medida Provisória 1.343/2026, que já recebeu aprovação da Câmara dos Deputados em 17 de junho, estabelece penalidades para empresas que descumprirem a oferta do piso mínimo do frete. O texto visa reduzir o risco de competição desleal no setor de transporte.

Por que a MP pode perder a validade?

Por se tratar de uma decisão provisória, a MP do Frete tem um prazo determinado para ser transformada em lei. Caso os senadores não a votem até o dia 16 de julho, a medida será considerada caduca, perdendo seu efeito jurídico.

A proximidade com o recesso parlamentar, previsto para ocorrer entre 18 e 31 de julho, também é apontada como um fator que pode dificultar o andamento da pauta no Senado. Segundo o presidente da Abrava, a perda da validade da medida pode aumentar a pressão por uma paralisação de alcance nacional.

De acordo com Landim, a ausência das regras previstas no texto pode tornar o transporte rodoviário economicamente inviável para caminhões de pequeno porte, impactando a categoria dos motoristas autônomos.

Situação das vias e manifestações

Apesar do anúncio da paralisação, ainda não foram registrados bloqueios ou obstruções nas rodovias. Em Santos, a Polícia Militar de São Paulo relatou uma manifestação de caráter pacífico, reunindo cerca de 70 pessoas, sem interferência no fluxo de veículos.

O texto aprovado na Câmara passou por ajustes recentes. Inicialmente, a proposta continha um dispositivo de anistia a multas para caminhoneiros envolvidos em bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. O trecho foi retirado após negociações institucionais, resultando na aprovação unânime do texto original apenas com as regras de fiscalização do frete.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.