Trabalho remoto consolida modelo permanente na advocacia privada e no setor público
Modelo de trabalho remoto já é realidade para 43% dos advogados brasileiros e gera economia em órgãos públicos.
Por Redação Diário Local
O trabalho remoto consolidou-se como um modelo permanente de atuação para advogados tanto no setor privado quanto no serviço público. A transição, acelerada pela pandemia, alterou a dinâmica de funcionamento de escritórios e a gestão de processos judiciais no Brasil.
De acordo com o levantamento PerfilADV, realizado pelo Conselho Federal da OAB em parceria com a FGV, o home office já é a realidade de 43% dos advogados brasileiros. Entre os profissionais que atuam de forma autônoma, a proporção de pessoas que trabalham remotamente supera os 50%.
No setor privado, a mudança tem gerado uma reestruturação física das bancas de advocacia. Como os custos com imóveis representam a segunda maior despesa fixa de muitos escritórios, tem crescido a tendência de reduzir espaços físicos, priorizando estruturas virtuais e modelos de coworking.
Como funciona o teletrabalho no setor público?
Na Advocacia-Geral da União (AGU), o teletrabalho é regulamentado por norma própria e está condicionado ao cumprimento de metas de produtividade. A implementação do modelo remoto tem gerado resultados tanto em desempenho quanto em gestão de recursos.
A AGU registrou um aumento de produtividade em 2020 em comparação ao ano anterior devido à adoção do teletrabalho. Além disso, a instituição alcançou uma economia de quase R$ 10 milhões aos cofres públicos com a implementação do sistema remoto.
A utilização de sistemas informatizados e do processo judicial eletrônico permite que profissionais atuem em diferentes tribunais e regiões do país sem a necessidade de deslocamento físico constante. O uso de videoconferências tem sido essencial para a realização de audiências, sustentações orais e alinhamento de estratégias processuais.
Quais os impactos da digitalização?
A digitalização dos processos e o uso de ferramentas de gestão remota ampliaram a capacidade de atuação da advocacia. No setor público, o modelo possibilitou a especialização das equipes, com profissionais de alta experiência participando de atos judiciais em qualquer lugar do Brasil.
A mudança também permitiu o redimensionamento da estrutura física de órgãos públicos. Em substituição a gabinetes individuais, o uso de salas de coworking tem sido adotado para reduzir despesas com a manutenção de espaços subutilizados.
