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Economia

Banco Central adia implantação do Pix em Garantia para 2027 por complexidade técnica

Projeto que permitiria usar recebíveis do Pix como garantia para crédito deve ser movido para a agenda de longo prazo da autoridade monetária.

Por Redação Diário Local

O Pix em Garantia, ferramenta que permitiria a empresas utilizarem recebíveis futuros como garantia para a obtenção de crédito, foi movido para a agenda de longo prazo do Banco Central. O projeto, que era esperado pelo mercado para 2026, agora tem previsão de implementação apenas a partir de 2027.

A mudança de cronograma foi identificada na apresentação mais recente do Fórum Pix. Em junho de 2025, o Banco Central trabalhava com a projeção de que o sistema entraria em operação ainda em 2026, mas o novo planejamento coloca a funcionalidade ao lado de outros projetos, como o Pix Internacional e evoluções do Pix Automático.

Por que o Pix em Garantia foi adiado?

O adiamento é atribuído à alta complexidade técnica de construção do sistema. Diferente do modelo atual, que foi desenhado para a compensação e o pagamento imediato de transações, o Pix em Garantia exige que o sistema gere um compromisso futuro, criando recebíveis que funcionem de forma semelhante ao modelo utilizado pelos cartões de crédito.

Para que a modalidade funcione, será necessária a criação de uma infraestrutura completa de registro, validação e controle. Segundo especialistas do setor, é preciso garantir que os recebíveis tenham titularidade verificada e impedir que o mesmo ativo seja oferecido como garantia em mais de uma operação simultaneamente.

A implementação envolve não apenas bancos e adquirentes, mas também registradoras e a própria B3. Esse processo de estruturação de uma nova camada para o ecossistema tem consumido recursos e prioridades da autoridade monetária.

Foco na segurança e combate a fraudes

Outro fator determinante para a mudança na agenda é a necessidade de reforçar a segurança do sistema financeiro. O Banco Central tem priorizado o combate a ataques cibernéticos e fraudes, que ganharam relevância após incidentes envolvendo empresas que fazem a conexão entre instituições financeiras e a infraestrutura do regulador.

A ascensão da inteligência artificial também é apontada como um fator de risco, uma vez que criminosos utilizam a tecnologia para realizar golpes. Por conta disso, a agenda de 2026 foca em ferramentas como o MED 2.0 (atualização do Mecanismo Especial de Devolução) e o desenvolvimento de indicadores de fraude baseados em aprendizado de máquina (machine learning).

Enquanto o Pix em Garantia aguarda 2027, outras iniciativas como o Split Tributário, a Cobrança Híbrida e a regulamentação dos intermediários do Pix seguem como prioridades para o próximo ano.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.