Presidente do BRB demonstra otimismo com audiência no STF para tratar de capitalização do banco
Nelson Antônio de Souza espera solução para crise financeira do banco em audiência com o ministro Luiz Fux nesta quinta-feira (13).
Por Redação Diário Local
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou ter a melhor expectativa possível para a audiência que ocorre nesta quinta-feira (13) no Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo da reunião é tratar de uma solução para a crise financeira que a instituição enfrenta após a compra de carteiras de crédito do Banco Master.
A audiência será coordenada pelo ministro Luiz Fux e envolve diversos atores, incluindo o Banco Central, a União, por meio do Ministério da Fazenda, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Governo do Distrito Federal (GDF) e o BRB. Segundo Souza, a movimentação representa um pacto federativo para resolver a necessidade de capitalização do banco.
O que diz o modelo de acordo
O formato do acordo apresentado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, previa que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) concederia um empréstimo ao GDF, que realizaria o aporte no BRB. Em contrapartida, bancos forneceriam a fiança para a operação, enquanto o GDF ofereceria cotas de fundos de participação de estados e municípios como contragarantias.
O presidente da instituição explicou que alguns bancos recuaram em fornecer a fiança devido à necessidade de maior segurança jurídica sobre o uso das contragarantias ou por questões de relacionamentos bancários. Ele afirmou que todos os pontos levantados pelas instituições financeiras são passíveis de solução.
Possibilidade de aval soberano
Souza ressaltou que, após a homologação do acordo, surgiram novas alternativas para a concessão do empréstimo. Uma delas é o aval soberano da União, que poderia ser concedido devido à situação fiscal do Distrital.
O ajuste fiscal realizado pelo GDF permitiu que a entidade atingisse a nota A na capacidade de pagamento (Capag). Com esse cenário, o presidente do BRB acredita que o governo federal pode oferecer o aval necessário para a operação.
Pendências nos balanços financeiros
O FGC informou ao governo do Distrito Federal e ao STF que o pedido de empréstimo não foi analisado porque o BRB ainda não publicou os balanços referentes ao exercício de 2025 e ao primeiro semestre de 2026. Em resposta, Nelson Antônio de Souza afirmou que o banco já enviou plano de negócios e de capital ao fundo, ao Banco Central e ao sindicato de bancos.
A demora na publicação dos dados deve-se à necessidade de apuração de fraudes ocorridas anteriormente. Segundo o presidente, a diretoria optou por aguardar a conclusão de uma auditoria independente para que os números sejam publicados com precisão após a validação do Conselho de Administração.
