BTG Pactual tem lucro recorde e JBS registra prejuízo no segundo trimestre de 2026
BTG Pactual registra lucro recorde de R$ 4,9 bilhões, enquanto a JBS apresenta prejuízo líquido de US$ 102 milhões no mesmo período.
Por Redação Diário Local
O cenário corporativo do segundo trimestre de 2026 apresenta resultados contrastantes entre grandes empresas brasileiras. O BTG Pactual registrou lucro líquido contábil recorde de R$ 4,9 bilhões, enquanto a JBS reportou prejuízo líquido de US$ 102 milhões no mesmo período.
O resultado do BTG Pactual representa uma alta de 22,2% em comparação ao segundo trimestre de 2025. A instituição financeira também apresentou lucro líquido ajustado de R$ 5,142 bilhões, com crescimento de 22,6% na comparação anual.
Já a JBS reverteu o lucro do mesmo período do ano passado e apresentou prejuízo de US$ 102 milhões. Apesar do resultado negativo, a receita líquida do frigorífico atingiu o patamar recorde de US$ 23,9 bilhões, o que significa alta de 14% frente ao mesmo intervalo de 2025.
Como performaram outras empresas?
No setor de seguros, a Caixa Seguridade registrou lucro líquido gerencial de R$ 1,14 bilhão no segundo trimestre de 2026, avanço de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025. A holding Itaúsa, controladora do Itaú Unibanco, reportou lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões, crescimento de 7% sobre o desempenho de um ano antes.
A Movida registrou lucro líquido de R$ 136 milhões, alta de 101% na comparação anual, superando a estimativa de analistas da LSEG, que esperavam R$ 127 milhões. A companhia também alcançou recordes no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que chegou a R$ 1,6 bilhão, e na receita líquida, de R$ 3,7 bilhões.
Em contrapartida, a Natura reportou lucro líquido de R$ 35 milhões entre abril e junho, uma queda de 82% comparada ao segundo trimestre de 2025. O resultado operacional da empresa, medido pelo Ebitda, recuou 5,9%, fechando em R$ 620 milhões no período.
A JSL divulgou, nesta segunda-feira (10), lucro líquido de R$ 12 milhões no segundo trimestre de 2026, recuo de 43,7% ante os R$ 21,4 milhões do segundo trimestre de 2025. Contudo, na modalidade ajustada, o lucro da companhia somou R$ 30,2 milhões, alta de 366,2% em relação ao primeiro trimestre de 2026.
O que há de novo no mercado?
Em movimentações de capital, a Orizon aprovou o desdobramento de ações na proporção de 1 para 4. O Fleury também anunciou a aprovação de uma 11ª emissão de debêntures no valor total de R$ 1,83 bilhão, operação que será destinada exclusivamente a investidores profissionais.
A Taesa obteve da Cetesb a Licença de Instalação para o projeto Juruá, em Barra Bonita (SP), o que permite o início das obras. O empreendimento tem previsão de entrada em operação para junho de 2028. Já a Lojas Renner contratou o BTG Pactual para atuar como formador de mercado de suas ações ordinárias na B3, atividade iniciada nesta terça-feira (11).
