Diário Local
Economia

Ser Educacional registra lucro ajustado de R$ 115,4 milhões no 2º trimestre de 2026

Composta por cursos de medicina e ensino presencial, companhia registrou alta de 33,3% no lucro ajustado em relação ao ano passado

Por Redação Diário Local

A Ser Educacional registrou lucro líquido ajustado de R$ 115,4 milhões no segundo trimestre de 2026, entre os meses de abril e junho. O valor representa uma alta de 33,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A companhia atribuiu o resultado ao crescimento do ensino presencial, à expansão dos cursos de medicina e saúde, além de ganhos de eficiência operacional. De acordo com a empresa, o aumento da participação do ensino presencial na base de alunos e a maturação de vagas de medicina foram fatores fundamentais para a rentabilidade.

O que aconteceu com a receita e o Ebitda?

Durante o trimestre, a receita operacional líquida da instituição alcançou R$ 622 milhões, um avanço de 5,6% na comparação anual. O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que mede a geração de caixa operacional, cresceu 10,8% e chegou a R$ 180,7 milhões.

A margem Ebitda ajustada da companhia subiu de 27,7% para 29,1%. Já o lucro líquido contábil totalizou R$ 106,3 milhões, apresentando um crescimento de 30,7% na base de comparação com o ano anterior.

Expansão do ensino presencial e medicina

A receita líquida vinda do ensino presencial avançou 10,2% no período, totalizando R$ 517,9 milhões. Esse movimento foi favorecido pelo aumento do ticket médio e pelo crescimento da base de alunos presenciais, que subiu 4,4% em relação ao ano passado.

O ticket médio líquido da graduação presencial foi de R$ 881,86, uma alta de 5,5%. A área de saúde ganhou relevância, passando a representar 65% da base de graduação presencial e 50% da base total de graduação da empresa. O número de alunos de medicina, especificamente, cresceu 5,6%, somando 4.424 estudantes.

Desafios no ensino a distância

Em contrapartida, os segmentos de educação a distância (EAD) e semipresencial enfrentaram um ambiente mais difícil. A receita líquida dessas modalidades apresentou recuo, refletindo uma menor captação de novos alunos.

A companhia informou que a estratégia para esses formatos agora é focada em obter maior rentabilidade por estudante. Como consequência, a base combinada de alunos de EAD e semipresencial registrou uma queda de 16,9% na comparação anual.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.