Bancos projetam desempenhos mistos para o varejo no segundo trimestre de 2026
Instituições financeiras apontam ganhos para Smart Fit e Grupo SBF, enquanto Natura e Grupo Mateus enfrentam desafios.
Por Davy Albuquerque
O setor varejista deve apresentar desempenhos mistos no segundo trimestre de 2026 (2T26), de acordo com projeções de instituições financeiras. O ambiente macroeconômico desafiador, o endividamento das famílias e a alta competição devem gerar volatilidade operacional nas companhias.
Empresas com maior capacidade de manter a eficiência operacional tendem a se destacar, enquanto aquelas mais expostas à desaceleração do consumo podem enfrentar dificuldades de rentabilidade, segundo o Banco Safra.
Quais são as empresas com perspectivas positivas?
O Itaú BBA projeta resultados fortes para a Smart Fit, com possíveis revisões de estimativas para cima, beneficiada pela sazonalidade do TotalPass durante as férias e a Copa do Mundo. No segmento de farmácias, as redes RD Saúde e Panvel devem registrar crescimento de receita, com a Panvel sustentada pela demanda por medicamentos GLP-1.
O Grupo SBF, que controla as lojas Centauro, deve registrar um de seus melhores segundos trimestres em anos, auxiliado pela Copa do Mundo e pela melhora de margem na Fisia. Já o Banco Safra aponta a Track & Field com crescimento sólido de vendas para o período.
Ainda segundo o Safra, a Alpargatas deve manter sua recuperação operacional, com projeção de aumento de 6% na receita devido ao maior ticket médio no Brasil e melhora nas operações internacionais. No setor de vestuário, o Itaú BBA mantém visão positiva para C&A, Lojas Renner e Riachuelo.
Quais empresas podem enfrentar dificuldades?
O Itaú BBA prevê um cenário desafiador para a Natura e o Grupo Mateus, devido à exposição ao Nordeste, região com desempenho inferior à média nacional. Para a Natura, a estimativa é de queda de 14% na operação brasileira na comparação anual.
O Grupo Mateus enfrenta um ambiente de consumo mais fraco, o que pressiona a rentabilidade. O BTG Pactual reforça a cautela para o varejo alimentar, citando Assaí e o Grupo Mateus pelo espaço limitado para repasse de preços sem afetar a demanda.
A Vivara deve ter o crescimento de receita compensado pela pressão na margem bruta e aumento de despesas, enquanto a Azzas pode reportar dificuldades em divisões de calçados, acessórios e vestuário feminino, segundo as avaliações das instituições.
