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Nicolás Maduro e Cilia Flores se declaram inocentes de acusações de tortura nos EUA

O político venezuelano e sua esposa declararam-se inocentes diante da Justiça dos Estados Unidos em audiência realizada em Nova York.

Por Redação Diário Local

O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes de novas acusações de tortura durante audiência realizada nesta quinta-feira (15) em um tribunal de Nova York, nos Estados Unidos. O casal é acusado pela Justiça norte-americana de participar de um esquema de perseguição e tortura contra opositores e cidadãos dos Estados Unidos durante o período de governo de Maduro.

Durante a sessão judicial, Maduro solicitou o suporte de um intérprete e classificou as acusações apresentadas como falsas. Além do caso de tortura, o político e sua esposa respondem a outros processos por narcoterrorismo, tráfico de cocaína, além de uso e posse de armas, crimes dos quais também alegam inocência.

As acusações por conspiração para cometer tortura foram formalizadas pela Justiça dos Estados Unidos na última quinta-feira (8). Segundo o órgão, as práticas de violência teriam ocorrido de forma sistemática contra alvos políticos e cidadãos norte-americanos no território venezuelano.

Maduro e Flores estão detidos em solo estadunidense desde o dia 3 de janeiro. A detenção aconteceu após uma operação militar realizada em Caracas, que resultou na captura do casal sob ordens de Donald Trump.

O processo judicial é complexo e envolve múltiplas frentes de investigação. Além das questões de tortura mencionadas na audiência, as acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas seguem sendo apuradas pelas autoridades competentes.

O caso segue os trâmites legais no sistema judiciário de Nova York. As defesas do ex-presidente e de Cilia Flores buscam contestar as acusações apresentadas pela acusação norte-americana.

Até o momento, o cronograma do processo indica que o julgamento principal do casal venezuelano está previsto para ocorrer em 1º de junho de 2027.

O desdobramento das audiências ocorre em um contexto de forte tensão diplomática entre os Estados Unidos e o governo venezuelano.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.