Agir declara apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas após cancelamento de candidatura de Policial Edjane
Partido Agir confirmou apoio ao governador após o Tribunal Regional Eleitoral indeferir a candidatura de Policial Edjane
Por Redação Diário Local
O partido Agir confirmou o apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Governo de São Paulo. A decisão ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indeferir a candidatura da Policial Edjane, que concorria pela legenda ao Executivo estadual.
Com a adesão do Agir, a base política de Tarcísio de Freitas passa a contar com o apoio de 16 partidos. A coligação oficial já somava dez siglas, somando 336 deputados federais, o que garante ao governador o dobro de tempo de rádio e televisão em comparação ao principal adversário, Fernando Haddad (PT).
A saída da Policial Edjane da disputa aumenta as chances de o atual governador conquistar a reeleição no primeiro turno. Em levantamentos recentes, Tarcísio já aparecia em cenário de vitória direta, com percentual de intenção de votos superior à soma dos demais candidatos.
Por que a candidatura de Policial Edjane foi indeferida?
O TRE julgou a candidatura como indeferida nesta sexta-feira (18). Entre os motivos apontados pelo tribunal estão a documentação insuficiente para comprovar a desincompatibilização de Edjane da Polícia Militar e a falta de certidão criminal para fins eleitorais.
O diretório estadual do Agir informou que a desistência da chapa foi motivada pela falta de repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha por parte do diretório nacional do partido. Devido à ausência de verba, a vice de Edjane, Professora Nayr Duarte, pediu renúncia ao tribunal para concorrer ao cargo de deputada estadual.
O diretório paulista do partido afirmou que não pretende recorrer da decisão, embora ainda caiba recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com o cancelamento da candidatura da chapa, a equipe de campanha de Tarcísio de Freitas afirmou que trabalhará para apresentar as propostas e realizações do governador ao eleitorado.
Conflito no Agir
A interrupção da candidatura gerou um embate entre a candidata e a legenda. A Policial Edjane afirmou que a desistência ocorreu sem o seu consentimento e que não renunciou à disputa, declarando que se mantém firme em seus princípios e valores.
Em contrapartida, o Agir-SP acusou Edjane de praticar estelionato ao solicitar doações em redes sociais para uma candidatura que já teve o registro indeferido. O partido sustenta que a candidata tem ciência de que o Documento de Registro deget de Apresentação de Candidatura (DRAP) não está regular.
