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Eleições

Comissão de bispos questiona reeleição de Lula e pede investigação sobre fraude

Movimento religioso levanta suspeitas de fraude no segundo turno das eleições, mas não apresenta provas das irregularidades alegadas.

Por Redação Diário Local

Uma comissão internacional de bispos vinculada ao movimento religioso Apostolic Confluence Movement divulgou uma declaração na qual afirma não reconhecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo religioso levanta suspeitas de fraude nas eleições de 2026 e solicita uma investigação técnica independente, embora não tenha apresentado provas das irregularidades alegadas.

A manifestação, intitulada “Declaração: Possível Fraude Eleitoral no Brasil”, foi publicada no perfil do bispo Leo Assis, em colaboração com o Apostolic Confluence. O documento é datado de segunda-feira (26), um dia após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).

No texto, a organização questiona a diferença de crescimento de votos entre os candidatos. O grupo sustenta que Lula apresentou um aumento superior a 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria registrado um aumento de aproximadamente 3,7 milhões de votos.

Para justificar o pedido de investigação, a organização cita os índices de abstenção, o volume de votos brancos e nulos, além dos resultados das pesquisas eleitorais. O grupo defende a necessidade de uma análise técnica sobre o pleito.

Apesar dos questionamentos, a variação na votação entre os turnos não comprova fraude. Especialistas e o processo eleitoral explicam que, no segundo turno, os votos de candidatos eliminados podem migrar para os concorrentes restantes, além de haver mudanças naturais na preferência e na participação dos eleitores.

Posicionamento do TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira (28) que as eleições transcorreram dentro da “mais absoluta normalidade”. Segundo o magistrado, o processo respeitou os ditames legais e constitucionais do país.

A contestação da comissão religiosa ocorre em meio a um período de tensão política. O senador Flávio Bolsonaro também divulgou uma carta nesta quarta-feira (28) alegando fraude, sem apresentar evidências. O senador recebeu 59.826.041 votos (48,21%) do total de válidos, enquanto Lula foi reeleito com 64.256.232 votos (51,79%).

Contexto do segundo turno

O cenário de contestação acompanha a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. O senador, sua esposa e as duas filhas viajaram para os Estados Unidos alegando sentir-se ameaçados por eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal (PF) havia expedido um pedido de apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro logo após a declaração do resultado oficial da eleição, às 21h09 de domingo (25). O magistrado de plantão autorizou a medida, que proibia o senador de deixar o território nacional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.