PF aponta que Fábio Faria intermediou contatos entre Vorcaro e Moraes
Investigações da Polícia Federal indicam que ex-ministro de Jair Bolsonaro atuou na interlocução entre banqueiro e ministro do STF.
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) apontou que o ex-ministro Fábio Faria atuou como intermediário de contatos entre o banqueiro Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. As investigações buscam detalhar a natureza da relação estabelecida entre os dois envolvidos.
De acordo com os levantamentos da PF, o histórico de comunicações entre as partes é extenso. Na semana em que foi preso, Vorcaro enviou 28 mensagens ao ministro Moraes, incluindo um questionamento sobre se deveria deixar o país.
As apurações também trouxeram à tona registros de que o banqueiro reclamou sobre um atraso em pagamentos destinados à esposa de Moraes. Na ocasião, Vorcaro teria utilizado a frase "contrato mais importante que temos" para se referir à situação.
A Polícia Federal também apresentou dados que contradizem declarações de Flávio Bolsonaro. O parlamentar afirmava que o último repasse financeiro realizado por Vorcaro havia ocorrido em maio de 2025, mas a PF indicou informações divergentes sobre o caso.
As inconsistências envolvem o montante de US$ 1,6 milhão destinado à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O repasse foi realizado após cobranças feitas pelo senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro.
Em decorrência desses fatos, a Justiça solicitou que a Polícia Civil de São Paulo detalhe as provas para que seja autorizada a quebra do sigilo da produtora responsável pela obra Dark Horse. O objetivo é aprofundar a apuração sobre o fluxo de recursos.
Em outro desdobramento jurídico, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou uma multa aplicada a Flávio Bolsonaro. A penalidade era referente à divulgação de um vídeo de Jair Bolsonaro produzido com o uso de inteligência artificial.
No campo das comunicações digitais, as redes sociais de Renan Santos voltaram a operar. O retorno aconteceu após o ministro Dias Toffoli liberar o uso das plataformas para campanha digital.
