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Lula defende crescimento do Brasil em meio a tarifas comerciais dos Estados Unidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o Plano Brasil Soberano 3, com R$ 18,5 bilhões para empresas afetadas por medidas protecionistas.

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Brasil possui condições de manter sua trajetória de crescimento econômico, apesar de crises comerciais e do avanço de medidas protecionistas no cenário mundial. A declaração foi feita durante a cerimônia de anúncio da terceira etapa do Plano Brasil Soberano, nesta quarta-feira (22).

Durante o evento, o presidente afirmou que não há crise capaz de impedir a continuidade do crescimento da economia brasileira. Lula destacou que o país tem potencial para sair fortalecido de cenários de instabilidade, como os causados por conflitos internacionais e tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O presidente projetou que o atual mandato terminará com uma média de crescimento de 3% ao ano para o Produto Interno Bruto (PIB). Ele ponderou que, embora o crescimento não seja "dos sonhos", o país mantém sua capacidade de desenvolvimento.

Lula citou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia como um exemplo de estratégia para não depender exclusivamente de mercados que impõem taxações. Segundo o presidente, o Brasil segue presente nas mesas de negociação com propostas próprias, mesmo apontando uma falta de reciprocidade nas conversas com outros blocos.

O foco da estratégia é a busca por novos compradores para os produtos brasileiros. O presidente enfatizou que o governo não ficará parado diante de obstáculos comerciais, focando na abertura de novos mercados para compensar perdas em outras regiões.

O que é o Plano Brasil Soberano 3?

A terceira etapa do programa destina R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas brasileiras que atuam em setores estratégicos para a balança comercial. O objetivo é amparar setores afetados pelo protecionismo global e por tensões internacionais.

O montante total da iniciativa é composto por R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos serão aplicados em frentes como capital de giro, aquisição de bens de capital e investimentos produtivos.

Além do suporte financeiro direto, o plano prevê verbas para inovação tecnológica, adaptação de processos e prospecção de mercados internacionais. A medida busca garantir a competitividade de setores fundamentais da economia nacional.

Medida Provisória e Congresso

Para viabilizar o repasse dos valores, o presidente assinou uma nova Medida Provisória (MP) que será encaminhada ao Congresso Nacional ainda nesta quarta-feira (22). O texto autoriza o uso de recursos do Tesouro Nacional combinados com recursos próprios do BNDES para operacionalizar o plano.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.