Governo de Donald Trump libera documentos sobre supostas fraudes e interferência chinesa em eleições dos EUA
Arquivos divulgados pela administração republicana apontam vulnerabilidades cibernéticas e exposição de dados de 220 milhões de eleitores à China
Por Davy Albuquerque
O governo de Donald Trump liberou, nesta quinta-feira (16), uma série de documentos que buscam comprovar a ocorrência de fraudes nas eleições presidenciais de 2020, nos Estados Unidos. Os arquivos divulgados relatam vulnerabilidades cibernéticas em sistemas de votação, suspeitas de interferência da China e defendem reformas no sistema eleitoral para garantir a segurança de futuros pleitos.
A administração republicana afirma que informações sobre falhas no sistema democrático foram suprimidas por agências de inteligência para ocultar problemas desde 2020. O governo defende medidas como a exigência de identificação do eleitor para aumentar a segurança nos próximos processos eleitorais.
Entre os pontos centrais dos documentos está a alegação de que a China realizou o maior comprometimento de dados eleitorais da história. Segundo a gestão Trump, o país obteve de maneira ilegal arquivos de 220 milhões de eleitores norte-americanos.
Os dados vazados incluiriam nomes, endereços e preferências partidárias que poderiam ser utilizados para atividades ilegais. A administração também acusa integrantes de agências de inteligência de esconderem informações sobre essa interferência chinesa.
Quais são as vulnerabilidades nos sistemas de votação?
Os documentos publicados afirmam que os sistemas de votação e contagem de votos nos Estados Unidos são frágeis e estão expostos a ataques de adversários estrangeiros. Entre as ameaças citadas estão a Rússia, China, Irã e Coreia do Norte.
A administração alegou que já tinha conhecimento dessas vulnerabilidades em 2020, mas que elas foram omitidas do público. Os relatórios ainda citam o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, como um alerta, mencionando a manipulação digital de resultados como risco ao sistema estadunidense.
O que dizem os documentos sobre Michigan?
Os arquivos detalham uma suposta fraude em larga escala ocorrida em Muskegon, no estado de Michigan, durante o pleito de 2020. De acordo com o governo Trump, agentes do FBI identificaram que recrutadores de uma organização de mobilização de eleitores assinavam formulários em nome de terceiros em troca de cartões-presente.
O governo também afirma que o Departamento de Justiça (DOJ), durante a gestão de Joe Biden, atrasou a investigação sobre o caso por anos. Os documentos incluem termos de depoimento e e-mails internos que tratam da suspeita de falsificação de registros e da coleta de assinaturas na região.
