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Eleições

Pazolini mantém diálogo com PSD para ocupar vaga de vice em chapa ao governo do ES

Candidato pelo Republicanos afirma que diálogo para indicação de vice continua aberto, mesmo com Senado preenchido

Por Redação Diário Local

O candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), afirmou que mantém diálogo constante com o PSD para tentar garantir uma composição na chapa majoritária. Segundo Pazolini, embora as vagas para o Senado na coligação já tenham sido preenchidas, ainda há espaço para a indicação de um candidato a vice pelo partido.

Durante a convenção do Republicanos, o candidato destacou que as conversas com a sigla ocorrem diariamente e que o processo de negociação é maduro. Pazolini ressaltou que, embora o prazo para convenções se encerre nesta quarta-feira (5), o período de registro de candidaturas na Justiça Eleitoral segue aberto até o dia 15 de agosto, o que permite novas articulações.

Ao comentar sobre possíveis nomes do PSD para o posto de vice-governador, Pazolini citou a primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos, e o ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon. Ele classificou ambos como "excelentes nomes" para a disputa e destacou o histórico de atuação de cada um no estado.

O ex-prefeito Guerino Zanon, que participou da convenção do Republicanos, manifestou apoio público à candidatura de Pazolini. Zanon afirmou que pretende trabalhar para promover o convencimento interno das lideranças do PSD em favor da coligação com o grupo liderado pelo candidato ao governo.

Quais são as opções de aliança para o PSD?

O PSD realiza sua convenção nesta quarta-feira (5), em Vitória, e deve definir sua estratégia eleitoral. Caso opte por apoiar Pazolini, o partido terá que abrir mão da disputa por vagas no Senado. Isso ocorre porque a coligação do Republicanos já confirmou o deputado Evair de Melo e sinalizou apoio a Maguinha Malta (PL) para a segunda vaga da casa.

Outro cenário possível é o partido não coligar com nenhum candidato ao governo e lançar candidaturas próprias. Nesse caso, o deputado estadual Sergio Meneguelli poderia disputar o Senado de forma isolada. Essa estratégia permitiria ao PSD manter sua autonomia e tentar uma composição política somente após a definição do governo eleito.

Uma terceira possibilidade, mencionada anteriormente, envolvia uma aliança com o governador Ricardo Ferraço (MDB). No entanto, o ex-prefeito Guerino Zanon afirmou que essa opção de estar com o Palácio Anchieta já foi descartada pelo partido.

A decisão do PSD ocorre em um momento de mudanças no tabuleiro político capixaba. Antes visto como uma peça central para diversas composições, o partido agora precisa definir seu posicionamento em um cenário com menos alternativas de alianças majoritárias disponíveis.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.