Pesquisa Quaest aponta que não envolvimento com corrupção é prioridade do eleitor
Levantamento aponta que 31% dos entrevistados priorizam candidatos sem ligação com corrupção na decisão do voto.
Por Redação Diário Local
A ausência de envolvimento com corrupção é o principal critério para os eleitores brasileiros decidirem o voto para presidente, aponta pesquisa Quaest divulgada neste domingo (6). Segundo o levantamento, 31% dos entrevistados consideram essa a característica mais importante para a escolha do candidato.
O compromisso com a democracia aparece como a segunda prioridade, sendo citado por 28% dos participantes. Logo em seguida, 15% dos ouvidos apontam a postura dura no combate à violência e ao crime como fator decisivo para a votação.
Outras características mencionadas no estudo incluem a experiência na política, defendida por 9%, e a religiosidade, citada por 4%. Menos expressivos foram os critérios de não ter sido político antes (2%) e ser crítico ao Supremo Tribunal Federal (2%).
O que gera rejeição ao candidato
O levantamento também mapeou os motivos que impedem o eleitor de votar em um candidato de qualquer maneira. Estar envolvido com corrupção é o principal fator de rejeição, mencionado por 40% dos respondentes.
A falta de compromisso com a democracia é o segundo maior motivo de afastamento, apontado por 21%. Além disso, 13% dos entrevistados afirmam que ser fraco no combate à violência e ao crime impede o voto em um candidato.
Diferenças por posicionamento político
A pesquisa revela prioridades distintas quando o eleitorado é dividido por afinidade política. Entre os eleitores independentes, 33% focam na questão da corrupção e 26% priorizam a defesa da democracia.
Já entre os lulistas, a característica mais importante é o compromisso com a democracia (29%). No grupo de bolsonaristas, o foco principal é o não envolvimento com casos de corrupção, destacado por 41% dos entrevistados.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.
