Romeu Zema propõe privatização da Petrobras e do Banco do Brasil para financiar infraestrutura
Pré-candidato do Novo afirma que recursos das vendas serão destinados a estradas, ferrovias e portos em todo o país
Por Davy Albuquerque
O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil para financiar obras de infraestrutura em todo o território nacional. A declaração foi feita neste sábado (18), durante o 10º Encontro Nacional do partido, em São Paulo.
De acordo com o político, os recursos obtidos com a venda das estatais não devem ser utilizados para custear gastos de Brasília, mas sim para a construção de estradas, ferrovias, hidrovias e portos. Zema defendeu que o investimento nessas áreas é necessário para modernizar o transporte de riquezas no país.
O pré-candidato explicou que a privatização integra a terceira missão de um eventual governo, que ele descreveu como um plano para "virar a chave do crescimento e da prosperidade". Ele também sinalizou a intenção de reduzir gastos públicos, diminuir a dívida e baixar os juros para estimular a economia.
Durante seu discurso, Zema criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pré-candidato apontou dificuldades econômicas enfrentadas por trabalhadores e empreendedores, além de questionar as políticas de cotas e o que chamou de "doutrinação progressista nas escolas".
No campo da segurança pública, o político propôs que facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas. O plano inclui o envolvimento das Forças Armadas na retomada de territórios controlados pelo crime organizado.
Zema defendeu, ainda, o estabelecimento de uma pena mínima de 25 anos para crimes cometidos por integrantes dessas organizações. Na área de combate ao crime, o pré-candidato enfatizou a necessidade de medidas mais rígidas contra grupos criminosos.
Em relação ao Judiciário, o pré-candidato voltou suas críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), citando nomes como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Zema afirmou que pretende construir uma maioria no Senado para aprovar o impeachment de Moraes.
O político também defendeu o fim do foro privilegiado e das decisões monocráticas no STF. Além disso, propôs uma medida para proibir que parentes de ministros atuem como advogados nos mesmos tribunais em que os magistrados exercem suas funções.
