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Comissão do Senado aprova multa de até R$ 50 mil para empresas que fizerem ligações indesejadas

Projeto de lei prevê criação de cadastro para bloquear chamadas de cobrança e telemarketing sem autorização do titular.

Por Redação Diário Local

Comissão do Senado aprova multa de até R$ 50 mil para empresas que fizerem ligações indesejadas
Foto: Senado Federal from Brasilia, Brazil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Comissão de Fiscalização e Controle do Senado aprovou, nesta quarta-feira (8), um projeto de lei que estabelece multas de até R$ 50 mil para empresas que realizarem ligações de telemarketing e cobrança indesejadas. A proposta busca proteger o consumidor, especialmente nos casos em que as chamadas são destinadas a pessoas que não são as titulares conhecidas da linha.

O projeto de lei 2.616 de 2025 prevê que empresas de telemarketing e cobrança sejam obrigadas a excluir de seus registros eletrônicos os números de telefone de consumidores que informarem não conhecer a pessoa procurada. O pedido de exclusão deve ser devidamente armazenado pelas companhias.

Além disso, o texto define como prática abusiva o uso de estratégias para dificultar o bloqueio de chamadas, como o mascaramento de números e o uso de ligações automáticas com duração de até 3 segundos.

Como funcionará o novo cadastro de bloqueio?

A proposta cria o CadÚnico Telefônico (Cadastro Único Telefônico e Validação de Numerações), que ficará sob a responsabilidade de regulamentação e fiscalização da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O sistema reunirá números vinculados ao CPF ou ao CNPJ dos titulares das linhas.

Com o cadastro, as empresas poderão consultar previamente se o consumidor aceita o recebimento de contatos comerciais. O objetivo é reduzir o número de chamadas invasivas e garantir que o direito de bloqueio seja respeitado de forma sistêmica.

O projeto também propõe mecanismos de validação de identidade para a ativação e reativação de chips, além de regras mais rigorosas para a portabilidade e troca de titularidade, visando diminuir o uso fraudulento de linhas telefônicas.

Próximos passos do projeto

A aprovação na comissão ocorreu de forma terminativa, o que significa que o texto pode seguir diretamente para análise da Câmara dos Deputados, sem necessidade de passar pelo plenário do Senado, exceto se houver interposição de recurso.

A proposta é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e teve o parecer favorável do senador Laércio Oliveira (PP-SE), que atuou como relator e promoveu alterações no texto. Caso seja transformado em lei, o projeto deverá entrar em vigor 360 dias após sua publicação, com um processo de implantação gradual das novas regras.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.