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Vereador de Santa Catarina lidera gastos com anúncios contra Haddad nas redes sociais

Levantamento aponta que Rodrigo Livramento é responsável por mais da metade do valor gasto em impulsionamento contra Haddad nas redes sociais.

Por Redação Diário Local

O vereador de Jaraguá do Sul (SC), Rodrigo Livramento (Novo), registrou o maior investimento em impulsionamento de conteúdos nas redes sociais contra Fernando Haddad (PT) entre os dias 1º e nesta sexta-feira (25). Segundo levantamento de anúncios pagos nas plataformas da Meta — que controla Facebook, Instagram e WhatsApp —, o parlamentar catarinense investiu entre R$ 10 mil e R$ 15 mil em uma única publicação ofensiva.

O montante aplicado pelo vereador, que é pré-candidato a deputado federal, representa mais da metade do valor total gasto em impulsionamentos contra Haddad no período analisado. A ofensiva digital foca na atuação do ex-ministro da Fazenda e também estende críticas à primeira-dama Janja da Silva e à ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Na publicação impulsionada, Livramento utiliza tom de ironia para criticar as políticas econômicas federais. O vereador afirma que Haddad seria um "ótimo ministro para o Paraguai", alegando que a gestão do Ministério da Fazenda teria incentivado a migração de empresas brasileiras para o país vizinho.

Foco em economia e gestão fiscal

O levantamento aponta que o conteúdo contra Haddad é pautado majoritariamente por temas financeiros. Aproximadamente 75,9% das peças publicitárias encontradas tratam de assuntos relacionados a impostos e à gestão fiscal do governo.

Diferente de outras ofensivas digitais observadas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que focam em questões de honra, os ataques direcionados a Haddad utilizam dados de economia para confrontar o político, embora o estudo indique que muitas dessas informações apresentem inexatidões.

Alcance nacional das postagens

Apesar de Haddad ser candidato ao governo de São Paulo, os ataques nas redes sociais não estão concentrados no estado paulista. A pesquisa identificou 21 perfis diferentes que realizaram o impulsionamento de conteúdos contra o ex-ministro.

Desse total, 16 perfis — o que corresponde a 76,2% dos impulsionadores — pertencem a outros nove estados brasileiros. O volume de postagens contra Haddad é significativamente menor do que o registrado contra o presidente Lula, representando cerca de um trigésimo do total de publicações direcionadas ao atual mandatário.

A análise comparativa indica que a ofensiva contra Haddad é menor em termos de custo, volume e intensidade quando comparada aos ataques direcionados à gestão do presidente Lula.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.