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Saúde

Hábitos de rotina aumentam riscos de doenças do coração, alerta cardiologista

Estresse crônico, sedentarismo e má alimentação são fatores que elevam as chances de infarto e insuficiência cardíaca, segundo médico.

Por Redação Diário Local

A maior parte das doenças cardíacas mais comuns está relacionada ao estilo de vida, e não apenas a fatores genéticos. A afirmação é do cardiologista Roberto Yano, que aponta que hábitos como poucas horas de sono, alimentação com ultraprocessados, sedentarismo, estresse crônico e tabagismo aumentam o risco de problemas cardiovasculares a longo prazo.

Segundo o médico, esses comportamentos costumam ocorrer de forma conjunta, favorecendo o surgimento de condições como hipertensão (pressão alta), colesterol alto e diabetes. O acúmulo desses fatores pode elevar as chances de desenvolver infarto e insuficiência cardíaca.

Como o estresse afeta o coração?

Quando o estresse se torna crônico, o corpo entra em um estado de alerta constante, o que sobrecarrega o sistema cardiovascular. Nesse processo, ocorre o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, além da liberação contínua de hormônios que podem gerar inflamações e comprometer a saúde dos vasos sanguíneos.

O cardiologista ressalta que o organismo humano não foi preparado para permanecer nesse estado de vigilância por períodos prolongados, o que agrava o desgaste do coração.

Por que as doenças cardiovasculares são perigosas?

Um dos principais riscos apontados por Yano é a evolução silenciosa de certas patologias. Problemas como a hipertensão, o colesterol elevado e a obstrução das artérias podem não apresentar sintomas por anos.

Essa ausência de sinais pode fazer com que as doenças sejam descobertas apenas após eventos graves, como acidentes vasculares cerebrais ou infartos.

Como prevenir problemas cardíacos?

Para proteger o coração, o especialista afirma que não são necessárias mudanças radicais de uma só vez, mas sim a adoção gradual de hábitos mais saudáveis. Pequenas escolhas cotidianas podem ter um impacto significativo na longevidade e no bem-estar cardiovascular.

Além do estilo de vida, o acompanhamento médico é essencial. Para pessoas sem fatores de risco conhecidos, uma avaliação cardiológica anual costuma ser suficiente. No entanto, pacientes com histórico de diabetes, colesterol alto, hipertensão ou histórico familiar de doenças cardíacas podem precisar de consultas mais frequentes, com intervalos de três ou seis meses, conforme orientação profissional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.