Campanha de Romeu Zema deve receber R$ 5 milhões do fundo eleitoral
Candidatura ao Palácio do Planalto terá recursos do partido Novo; equipe planeja expansão no Nordeste e plano econômico focado em privatizações
Por Redação Diário Local
A campanha de Romeu Zema à Presidência da República deve contar com cerca de R$ 5 milhões em recursos vindos do fundo eleitoral. O valor corresponde a 13,5% dos aproximadamente R$ 37 milhões que o partido Novo deve receber para o financiamento das candidaturas nas eleições de 2026.
Diferente do que aconteceu nas eleições de 2018 e 2022, quando o Novo não utilizou verbas do Fundo Partidário ou do Fundo Eleitoral, a estratégia da legenda foi alterada a partir das eleições municipais de 2024, quando o partido passou a usar recursos públicos para financiar campanhas.
Como será a estratégia de campanha?
A equipe de Zema projeta que a disputa presidencial ganhe definição nas duas últimas semanas antes da votação. O foco principal é aumentar o conhecimento sobre o nome do candidato em estados fora de Minas Gerais, onde ele governou por dois mandatos.
Para ampliar a exposição, o plano inclui uma participação intensa em debates, entrevistas e sabatinas. Integrantes da campanha afirmam que o candidato pretende comparecer a todos os eventos para os quais for convidado, sem fazer distinção entre os adversários presentes.
Além disso, o partido pretende reforçar a atuação no Nordeste com candidaturas próprias e alianças regionais. O Novo já declarou apoio a nomes como ACM Neto, do União Brasil, na Bahia, e mantém negociações com os partidos Podemos e Democracia Cristã.
O que diz o plano econômico?
O programa econômico da candidatura é baseado em ajuste fiscal e aumento da produtividade. Entre as propostas estão mudanças nas regras administrativas e previdenciárias, ampliação das privatizações e medidas para combater o chamado “custo Brasil”.
O plano foi elaborado por Carlos da Costa, ex-secretário especial de Produtividade, Emprego e Competividade do Ministério da Economia, e por Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central. O objetivo é reduzir entraves como a complexidade tributária, custos trabalhistas e juros elevados.
A campanha busca diferenciar Zema de outros nomes da direita ao defender uma agenda de privatizações mais ampla, citando a venda de estatais como Petrobras e Banco do Brasil. A equipe afirma que o programa será “realista” e “factível”, com foco no equilíbrio das contas públicas.
Até o momento, a campanha não definiu quem ocuparia o Ministério da Fazenda em um eventual governo. Segundo a equipe, o escolhido deverá ter perfil liberal e compromisso com a redução de despesas e implementação de reformas estruturais.
