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Segurança Digital

Discord e AGU participam de audiência sem acordo para proteção de menores e mulheres

Plataforma tem prazo de dez dias úteis para apresentar proposta de medidas de segurança após audiência na Justiça Federal.

Por Redação Diário Local

A Advocacia-Geral da União (AGU) e representantes da plataforma Discord participaram, nesta quarta-feira (2), de uma audiência de conciliação na 14ª Vara Federal Cível do Distrito Federal. O encontro, que buscou resolver pendências sobre a segurança digital na rede, terminou sem a formalização de um acordo definitivo entre as partes.

Por sugestão da Justiça, o Discord comprometeu-se a apresentar, no prazo de até dez dias úteis, uma proposta contendo medidas para proteger crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital. A medida visa atender aos termos da ação civil pública movida pela AGU, que cobra a adequação da plataforma à legislação brasileira, com foco no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital.

A audiência contou também com a participação de representantes da Secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O objetivo do governo é garantir que o funcionamento do serviço adote mecanismos efetivos de segurança para os usuários de acordo com as normas do país.

Por que o caso foi à Justiça?

A atuação do governo federal foi motivada por um episódio de violência ocorrido no Mato Grosso, que resultou na morte de uma adolescente de 13 anos. De acordo com o que fundamenta a ação, a jovem teria sido exposta a conteúdos relacionados a automutilação e suicídio dentro da plataforma.

O caso gerou repercussão e levou a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, a defender o bloqueio do Discord no Brasil. Como resposta imediata, a ANPD determinou a suspensão de recursos de transmissões ao vivo e de vídeos na rede social.

A AGU também anunciou medidas contra a empresa para assegurar o cumprimento das normas de proteção. O foco central da cobrança judicial é que o Discord corrija falhas que impedem o atendimento pleno das exigências legais brasileiras.

Tentativas de negociação

Antes de ingressar com a ação judicial, o governo tentou negociar com o Discord a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A tentativa de resolução administrativa buscava evitar o desgaste de um processo judicial prolongado.

No entanto, as propostas apresentadas pela plataforma até então foram consideradas insuficientes pelas autoridades. Segundo o governo, as medidas sugeridas pela empresa não seriam capazes de eliminar os riscos identificados para os usuários no ambiente digital.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.