Jorginho Mello defende respeito às urnas e pacificação do país após derrota de Flávio Bolsonaro
Governador de Santa Catarina se distancia de discurso de Flávio Bolsonaro e pede respeito ao resultado das urnas.
Por Redação Diário Local
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), defendeu a pacificação do país e o respeito ao resultado das urnas que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em manifestação publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (28).
A postura do governador se distancia do discurso adotado por Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota do senador na disputa presidencial. Jorginho Mello afirmou que cabe às instituições brasileiras promover a pacificação necessária para o momento e que não é hora de aprofundar feridas.
O governador ressaltou que continuará cumprindo sua missão de defender os interesses de Santa Catarina com responsabilidade, respeitando as instituições e o resultado final do pleito. O posicionamento ocorre após o segundo turno, realizado no domingo (25).
O posicionamento de Flávio Bolsonaro
O movimento de Jorginho Mello contrasta com o de Flávio Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos após o resultado da eleição. O senador divulgou uma carta na qual questiona a legitimidade do processo eleitoral, mas não apresentou provas para sustentar as alegações de fraude.
Na versão do documento divulgada por aliados, Flávio chegou a se declarar o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Posteriormente, o texto foi alterado para que o senador se declarasse "líder do Brasil", mantendo a intenção de conduzir a oposição ao governo Lula a partir do exterior.
Apesar do distanciamento em relação à conduta do aliado, Jorginho Mello destacou o desempenho de Flávio Bolsonaro em Santa Catarina. No segundo turno, o senador obteve 3.220.071 votos (69,42%) no estado, enquanto o presidente reeleito recebeu 1.418.314 votos (30,58%).
Alinhamento de lideranças
O posicionamento de Jorginho Mello soma-se ao de outras figuras políticas de direita. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu o respeito ao resultado das urnas apresentado no processo eleitoral.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que atuou como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, também afirmou que não existem evidências que sustentem as acusações de fraude apresentadas pelo senador.
