Presidente da OAB defende reforma imediata do Judiciário em meio à crise no STF
Beto Simonetti afirmou que a Ordem deve contribuir para reconstruir os caminhos da Justiça durante sessão em Brasília.
Por Redação Diário Local
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, defendeu uma reforma imediata do Judiciário nesta segunda-feira (14). A declaração foi feita durante a abertura da sessão de setembro do Conselho Pleno da entidade, em Brasília, em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF).
Simonetti afirmou que a Ordem tem o papel de contribuir para a reconstrução dos caminhos da Justiça no Brasil. Segundo o presidente, o momento exige que a instituição empreste sua inteligência e força para buscar os melhores rumos institucionais para o país.
O dirigente adotou um discurso de cautela diante do atual cenário envolvendo a Corte. Ele ressaltou que a atuação da OAB deve ser pautada pela ponderação, pelo equilíbrio e, principalmente, pela união entre os membros da entidade.
Para o presidente da OAB, a capacidade de intervenção institucional da Ordem está diretamente relacionada à sua credibilidade. Simonetti destacou que a força da instituição deriva de sua legitimidade e competência técnica.
A manifestação ocorre poucos dias após uma reunião extraordinária do Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da OAB. O encontro teve como objetivo discutir os acontecimentos recentes que envolvem integrantes do STF e de outras instituições.
Na ocasião da reunião, a Ordem protocolou uma petição no Supremo Tribunal Federal solicitando uma série de medidas. O objetivo é garantir maior transparência sobre os processos em curso no tribunal.
Entre os pedidos encaminhados pela entidade está o acesso a elementos de prova, relatórios e manifestações relacionados aos fatos que estão sendo apurados. A petição abrange também documentos que foram submetidos a sigilo.
A Ordem ressaltou que o acesso a esses materiais deve ocorrer mediante a observância das cautelas e regras determinadas pela própria Corte. Simonetti reiterou que a entidade só conseguirá atravessar o atual momento institucional se permanecer unida.
