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Saúde

Anvisa determina apreensão de remédio contra câncer e toxina botulínica falsificados

Apreensão de lote do medicamento Phesgo e de toxina botulínica acende alerta entre médicos sobre riscos de dosagem errada e contaminação.

Por Redação Diário Local

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta semana (22), a apreensão de lotes de medicamentos falsificados para o tratamento de câncer de mama e de toxina botulínica. A medida foi tomada após fabricantes identificarem produtos com características irregulares e sem reconhecimento de origem no mercado.

O medicamento Phesgo, utilizado no combate ao câncer de mama, teve o lote B5011B05, fabricado em junho de 2025, alvo da determinação. Segundo a fabricante Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos, foram identificadas unidades no mercado formal com características diferentes das do produto original.

A apreensão também abrange a toxina botulínica Dysport. A empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica informou que não reconhece os lotes P08191 (validade até abril de 2029), P08192 (validade até maio de 2029) e P22368 (validade até fevereiro de 2029).

A possibilidade de utilização de medicamentos sem garantia de procedência acendeu um alerta entre especialistas sobre os riscos à saúde. No caso de tratamentos oncológicos, a falsificação pode comprometer tanto a eficácia quanto a segurança do paciente.

A oncologista Edelweiss Soares, do Hospital Santa Rita, alerta que um medicamento falso pode não conter a substância necessária, apresentar dosagem alterada ou conter impurezas. Segundo a médica, a falta do componente correto ou a presença de toxicidade impede que o tratamento consiga eliminar as células doentes.

A oncologista Juliana Alvarenga reforça que o problema central reside no desconhecimento sobre a composição do produto. Para ela, o risco principal é o paciente não receber o princípio ativo esperado, o que impede o efeito desejado no combate ao câncer.

Outra preocupação levantada pela oncologista Caroline Secatto, da Rede Meridional, é a incerteza sobre o que está sendo aplicado. Ela afirma que, diante de um medicamento falsificado, não há como saber o que está sendo administrado no paciente.

Já em relação à toxina botulínica, o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia no Espírito Santo, Ricardo Tiussi, aponta que não é possível precisar o conteúdo de frascos irregulares. Além de concentrações fora do padrão, o produto pode conter outras substâncias ou não estar estéril.

A falta de esterilização e a possível contaminação de lotes irregulares de toxina botulínica podem desencadear reações alérgicas, quadros de intoxicação e infecções nos pacientes.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.