Thiago Miranda encerra atividades de sua agência de publicidade após alvo de operação da PF
Publicitário anunciou o fim da agência MiThi após ser alvo de busca e apreensão em investigação sobre intimidação de jornalistas
Por Davy Albuquerque
O publicitário Thiago Miranda anunciou o encerramento das atividades da agência MiThi nesta segunda-feira (13). O anúncio ocorre após Miranda ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão no dia 9 de julho, durante a 10ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
A investigação da Polícia Federal apura a existência de uma estrutura organizada para intimidar jornalistas e realizar pagamentos a influenciadores. O objetivo seria uma atuação coordenada contra o Banco Central, em favor do Banco Master.
Thiago Miranda já era citado no âmbito das investigações devido a conversas com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O caso é acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em comunicado oficial, o publicitário afirmou que decidiu encerrar as atividades da agência, da qual é fundador, para iniciar um novo ciclo e aproveitar um ano sabático. Na nota divulgada, ele não mencionou a operação da Polícia Federal ou o mandado de busca e apreensão.
No último sábado (11), o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determinou a apreensão do passaporte de Miranda. Com a decisão, o publicitário está proibido de deixar o país, sob risco de prisão preventiva em caso de descumprimento.
A ordem judicial atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou risco de fuga. De acordo com os agentes, o publicitário pretendia viajar para Miami nesta segunda-feira (13).
Em nota, a defesa de Thiago Miranda afirmou que o investigado tem colaborado com as investigações. Segundo os advogados, ele compareceu aos atos para os quais foi convocado e prestou todos os esclarecimentos solicitados.
Miranda destacou que, após uma década de trabalho e desafios à frente da MiThi, busca um momento de desaceleração pessoal antes de novos projetos profissionais.
