Entenda como preencher a matriz de risco 5x5 para riscos psicossociais
Ferramenta cruza probabilidade e severidade para classificar riscos psicossociais e orientar ações nas empresas.
Por Davy Albuquerque
A matriz de risco 5x5 é considerada um dos métodos mais utilizados para a classificação de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. O sistema funciona por meio do cruzamento de duas variáveis fundamentais: a probabilidade de o risco se concretizar e a severidade do impacto que ele pode causar.
O cruzamento desses dados gera um nível de risco que serve para orientar a prioridade de ação dentro das organizações. Com base nesse resultado, a empresa consegue identificar quais situações exigem intervenção imediata e quais podem ser monitoradas.
O processo de avaliação segue uma lógica de escala que transforma a percepção de risco em classificação técnica. Ao cruzar os valores de probabilidade e severidade, obtém-se um nível que dita o ritmo das medidas de prevenção.
De acordo com a metodologia, o nível de risco varia conforme o resultado do cruzamento. Em alguns modelos de escala, resultados baixos indicam menor urgência, enquanto cruzamentos que resultam em níveis altos demandam atenção prioritária.
A conformidade técnica permite que as empresas realizem ajustes personalizados no processo. A escala e os cortes de classificação podem ser adaptados aos critérios de avaliação específicos de cada organização, conforme previsto no subitem 1.5.4.4.2.2.
Como é feito o preenchimento da matriz?
Para realizar o preenchimento da matriz de forma estruturada, o processo deve seguir etapas sequenciais. O primeiro passo consiste em estimar a probabilidade de o risco ocorrer, utilizando uma escala que vai de 1 a 5.
Em seguida, deve-se realizar a estimativa da severidade do impacto gerado pelo risco, também seguindo a escala de 1 a 5. Somente após essas duas medições é que o cruzamento dos valores é realizado na matriz.
Após a obtenção do nível, o passo seguinte é a definição das prioridades. A orientação é que a empresa inicie o seu plano de ação pelos riscos classificados como críticos e altos.
Esse método de organização garante que os recursos e o tempo da gestão sejam aplicados onde há maior potencial de dano ou recorrência de eventos negativos.
Qual o papel da tecnologia e da conformidade?
A classificação obtida por meio da matriz só apresenta valor prático se for convertida em um plano de ação efetivo. Ter o dado registrado é apenas uma etapa de um processo maior de gestão de riscos.
Ferramentas de apoio, como a MenteNR1, atuam na automação desse processo. O sistema gera a matriz automaticamente a partir de um diagnóstico e conecta o resultado diretamente ao plano de ação e ao Sistema de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho (SST).
O uso de tecnologia auxilia na trilha de conformidade (compliance) e na proteção jurídica relacionada à Norma Regulamentadora 1 (NR-1). A organização e a documentação de dados ajudam a demonstrar critério técnico perante as exigências do subitem 1.5.4.4.2.2.
Contudo, é importante ressaltar que ferramentas de suporte não substituem a responsabilidade técnica e legal do empregador. O uso de sistemas não garante, de forma isolada, imunidade contra multas, autuações ou ações judiciais.
O resultado de uma fiscalização ou de uma demanda legal depende, na prática, da implementação efetiva das medidas de controle. A existência de uma matriz preenchida demonstra o critério da empresa, mas a segurança jurídica advém da execução das ações propostas.
