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Saúde

Saúde ocular: especialistas recomendam cuidados específicos para cada fase da vida

Cerca de 1 bilhão de casos de deficiência visual no mundo poderiam ser evitados com diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo.

Por Redação Diário Local

A saúde visual exige acompanhamento contínuo, pois as necessidades dos olhos se transformam de acordo com o envelhecimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,2 bilhões de pessoas vivem com algum tipo de deficiência visual ou cegueira no mundo, sendo que pelo menos 1 bilhão desses casos poderiam ser evitados com diagnóstico precoce e acesso a cuidados oftalmológicos.

A evolução das tecnologias ópticas permite, atualmente, o desenvolvimento de soluções baseadas na biometria de cada olho. Essa personalização busca oferecer maior precisão e conforto visual em diferentes fases da vida, desde a infância até as mudanças naturais da visão na terceira idade.

Para Hugo Motta, CEO da Rodenstock Brasil, fabricante de tecnologia médica e lentes, a visão acompanha todas as etapas do desenvolvimento humano. Ele afirma que a individualização das lentes faz diferença tanto no início da vida quanto no momento em que surgem as alterações relacionadas ao envelhecimento.

O que muda na visão durante a infância e adolescência?

Entre os 5 e 14 anos, o desenvolvimento visual requer atenção constante. Existe uma preocupação crescente com a progressão da miopia nessa faixa etária, condição que pode ser desencadeada por fatores genéticos ou pelo aumento do tempo em ambientes fechados e uso excessivo de telas.

Já entre os 15 e 30 anos, o foco principal é o combate ao cansaço visual causado pela rotina digital. A exposição prolongada a computadores e celulares pode ser mitigada com o uso de lentes monofocais individualizadas, que utilizam dados biométricos para garantir maior nitidez e contraste.

Nesse período, revestimentos de proteção contra a luz azul nociva e raios ultravioleta são indicados para aumentar a segurança e o conforto durante o uso diário de dispositivos eletrônicos.

Como fica a visão entre os 30 e 40 anos?

Nesta etapa, é comum o início da dificuldade para focar em objetos próximos, o que afeta o desempenho em tarefas como leitura, trabalho e direção. O uso de lentes com uma pequena adição para perto tem sido utilizado para oferecer uma transição mais suave e reduzir o esforço visual.

Quais as adaptações necessárias a partir dos 40 anos?

Com o avanço da idade, surge frequentemente a presbiopia, uma condição natural para quem apresenta erros refrativos. Para garantir o conforto visual em diferentes distâncias, as lentes progressivas, também conhecidas como multifocais, tornam-se a principal alternativa de uso.

Para indivíduos que apresentam maior dificuldade de adaptação com lentes multifocais, especialmente em atividades que exigem foco prolongado em telas ou reuniões, as lentes ocupacionais surgem como uma opção. Quando desenvolvidas via biometria, elas proporcionam campos de visão mais amplos e uma percepção visual mais natural.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.